Archive for the ‘escola’ Category

Quase lá!

Maio 27, 2010

 

Correndo para lá e para cá, pegando uma criança caída no chão, ouvindo outra que começou a chorar, fazendo relatórios… Ahh! Como é bom lembrar que já está quase chegando a  tão esperada hora de descansar. Não quer dizer que nós, professores, não amamos aquilo que fazemos, mas sim que, como todos os seres humanos ao final da conclusão das etapas de um projeto desenvolvido, estamos exaustos.  As vezes ouço comentários do tipo “Nossa hein?! Se deu bem na vida! Só folga essa história de férias duas vezes por ano.” Ah se eles soubesse o quão abatidos nós ficamos no final de cada dia, enquanto outras pessoas podem trabalhar sentadas ou quietas, nós falamos, ouvimos, corremos, servimos, conversamos, cuidamos, ensinamos, aprendemos, erramos, acertamos, socorremos… Quantas coisas! Que bom que somos realmente apaixonados pela educação, não é mesmo?!

No meio de tanta correria as vezes nos esquecemos que, assim como nós, muitas das crianças estão acabadas também. Já não estão mais aguentando o ritmo e principalmente quando temos muitas coisas para fazer, elas “pegam no ar” a nossa apreensão, e passam a agir de maneira tensa também.

 Hoje escutei uma professora dizendo “Eu adoro essa escola, mas estou muito cansada e quero férias. Quem mais quer férias?”. Todas as crianças começaram a falar ao mesmo tempo. Umas descreviam o que gostariam de fazer nas férias, outras berrando que concordavam e ainda outras estavam quietas e sorrindo, como se pudessem ver algo lindo e deslumbrante: o tão esperado momento das férias! Como pessoas que se importam com seus alunos e aquilo que são, deveríamos falar mais disso com as crianças. Em minha sala de aula, fizemos um calendário contando os dias para as férias, e também nele as crianças colam figuras de coisas que vão fazer quando estiverem viajando ou em casa. Coisas pequenas como esta, podem fazer toda diferença no clima para todos na sala de aula!

Espero que você tenha um ótima fechamento de semestre, e até mais, com mais posts sobre FÉRIAS!!!

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Meu Lanchinho

Setembro 29, 2009

comendoÉ hora do lanche, que hora tão feliz? Dias com hot-dog, pizza, e bisnaguinha fazem do lanche uma hora bem feliz, mas e os dias com patê de ricóta, pão integral e bolo sem cobertura de chocolate?

Quando será que nós realmente já sabemos do que gostamos, ou não, de comer? É dificil dizer, nunca sabemos ao certo de onde que saíram os nossos gostos pessoais, sabemos porém que todos eles são vindos de algum tipo de experiência pessoal com aquela comida ou gosto, que foi boa ou ruim.

lancheSegundo agumas pesquisas feitas pela Revista Crescer “Existem quatro sabores, e eles são inatos: doce, salgado, amargo e ácido. Pesquisas demonstram que bebês têm preferência pelo doce. Sorriem quando recebem açúcar e fazem caretas quando provam o amargo. Também há diferenças individuais que podem estar associadas ao grau de sensibilidade que cada um tem aos sabores. Mas o paladar não é formado só assim: odores, texturas e o prazer que a comida proporciona fazem diferença. Além da percepção geneticamente determinada, algumas dimensões, como a familiar e a cultural, orientam as preferências. A criança nasce com uma certa predisposição para gostar de uma comida e fazer cara feia para outras, mas a educação que recebe também vai influenciar.”

brincandoÉ importante percebermos o quanto a nossa atitude influencía na escolha da criança. Na hora do lanche as crianças precisam ser orientadas e dirigidas ao escolher o que querem ou não querem comer. Aprendi a dar-lhes sempre duas opções: Podem não comer a fruta se tomarem o leite/suco e podem não tomar o leite/suco se comerem a fruta. Nessa situação a criança tem a chance de escolher, mas também entende que precisa do auxilio destes alimentos para que possa crescer saudável e forte.

Existem alguma táticas que nos ajudam a alcançar nossos pequeninos, algumas delas são as seguintes:

– Conte-lhes uma história sobre um menino fraco e um menino forte, explicando como o menino forte era feliz porque dava uma chace para os verdinhos, as frutas, e todos os cereais (arroz, feijão, lentilha e etc)

– Crie receitas malucas com suas crianças que só possam ser feitas com verduras, legumes ou frutas. (adicionar leite condensado, chocolate ou açucar no caso das frutas ou tempero pronto, requeijão e presunto no caso das verduras e legumes são táticas que dão certo!)

– Explique os sucos como vitaminas poderosas, como as bebidas mágicas de algum “super-herói” que as próprias crianças podem criar.

– Incentive-os a esolherem uma fruta, verdura ou legume favoritos, crie um bonequinho e faça-os brincar com este.

Essas são apenas algumas dicas. Você pode ir muito mais longe, trabalhando diáriamente com estes conceitos.

E você, tem alguma tática?

http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI2290-15064,00.html

http://www.supernanny.com.br/blog/2009/07/como-fazer-crianca-comer-verduras-e.html

Fazendo Arte

Setembro 23, 2009

felizesCom o lápis, a tinta, canetinhas, giz de cera, carvão e muitos outros tipos de materiais, você pode construir um mundo novo que nasce dentro da cabeça das crianças e pode colorir e redesenhar as nossas mentes. Como já vimos, a história e o “faz de conta” estimulam a criatividade da criança, a partir daí temos que dar aos nossos pequeninos a chance de trabalhar e criar. Os materiais que utilizamos ou disponibilizamos para as crianças são possibilidades, mas a criatividade não se limita à estes.

Particularmente, acho que as crianças não precisam de um propósito maior do que a própria experimentação e a importância que esta tem em seu processo de desenvolvimento para poderem entrar em contato com atividades plásticas.

O que você deve fazer: Separe um tempo para pesquisar mais sobre arte e sobre os materiais que você gostaria de utilizar ou até mesmo quais materiais são recomendados. A partir daí é interessante você traçar uma linha de desenvolvimento, onde as crianças tem a chance de produzir e expor aquilo que fizeram. A significação varia de acordo com a faixa etária. Para os mais pequenos a experimentação seria a grande sensação e objetivo. A partir dos 3 anos de idade já é importante que você estabeleça uma continuidade e um objetivo a ser alcançado no final de uma série de atividades.

Mãos à obra!

TINTA1 – Quando estamos mexendo com tinta é muito válido preparar um ambiente propício onde a criança possa se sentir livre. Procure ter certeza de que seus alunos têm uma roupa que possa sujar, ou uma camiseta de pintura.  Prepare a sala forrando o chão e afastando os móveis e estantes. Se você quiser pode deixá-los tirar os sapatos e meias e experimentar também pintar com os pés. Antes de começar a pintar incentive as crianças a brincarem com as cores, misturanto as tintas em diferentes copinhos.

giz de cera2 – Atividades com giz de cera são bacanas, faça o giz de cera com suas crianças. É só você juntar rapas de giz de cera em uma panela, aqueça até que se torne homogêneo e então coloque em um copinho de café. Leve ao congelador e deixe lá até que endureça completamente. Depois é só quebrar o copinho e você terá o giz de cera. Envolva as crianças nos processos. Peçan a ajuda delas para destruir os pedacinhos de giz, misturar tudo em um pote e até mesmo para colocarem no congelador. Também é legal misturar as cores e criar um giz clorido. Depois que estiver pronto de um pedacinho para cada criança pintar e levar para casa.

CARVAO3 – Vamos brincar com o carvão? Cire uma brincadeira sobre “homens das cavernas” e sujando as mãos de carvão você pode desenhar uma história com as mãos e incentivar as crianças a formarem diferentes “carimbos” com os dedos. É divertido para a criança aprender a fazer atividades que “sujam” sem ter que levar uma bronca. Deixa-as curtir cada segundo antes de finalizar sua tarefa. Você pode forrar o chão com papel craft e deixar que as crianças desenhem no próprio papel. Só não se esqueça de expor esse desenho mais tarde para que eles também tenham a oportunidade de recontar a história à outras pessoas que passarem pela sala.

origami4 – Dobraduras são contruções muito divertidas! Com o papel você pode criar corações, bichos, barcos, aviões, casas e muito mais! Você pode até mesmo usar restos de papel para isso. Deixe uma caixa de reciclagem em sua sala de aula aonde as crianças podem jogar o papel que sobra dos recortes e etc. Depois de alguns dias você terá papel suficiente para inventar dobraduras e criar um cenário com seus alunos. Vamos nessa?

E você? Tem algumas idéias para dividir aqui?

Era Uma Vez…

Setembro 17, 2009

menino lendo jornalEra uma vez… Uma sala de aula repleta de alunos curiosos e cheios de vida. Nesta sala havia uma professora, daquelas que gostava muito de inspirar os alunos de todas as formas possíveis, até mesmo na maneira de se vestir. Esta professora acreditava nas muitas capacidades de seus alunos. Esta professora sabia contar histórias!!

A história, quando contada de maneira envolvente, tem a capacidade de permitir que as crianças desenhem em suas mentes os personagens, as situações e que se identifiquem ou não com estes. Quando estamos contando uma história é muito importante não deixar os detalhes passarem batidos, pois os detalhes dão a essência, e é você quem vai dar um tom à história ou não. É você quem vai imitar o “patinho feio”, inventar um movimento para os sons cantados pela “bela adormecida”, ou simplesmente ler o livro como uma coluna de jornal.

Devemos considerar que no momento da história as crianças precisam estar dispostas de maneira que possam ver e ouvir ao mesmo tempo, por isso usamos a roda. Se você colocar um colchão de ginástica, almofadas ou simplesmente desenhar um circulo no chão, você esta auxiliando o entendimento das crianças de que aquele momento foi separado pra ser dividido naquele espaço específico.

Na hora de escolher a história, seja criativa. Sente-se você diante de vários livros, sozinha, e leia-os com muita atenção, imagine-se contando enquanto os lê, construa suas próprias imagens e procure trazer para a sala de aula algum brinquedo, desenho ou objeto em geral que possa ser relacionado com a história para que as crianças possam experimentar aquele momento junto com você. Não se preocupe tanto assim com a qualidade do livro ou o número de enfeites e “pop-up’s” que este tem, ao invés disto, invista em uma boa história e crie você mesma o seu material.

chapeuzinho vermelhoNa história da “Chapeuzinho Vermelho”, por exemplo, você pode pegar uma caixa simbolizando o lobo (pode fazer o desenho do lobo, ou vestido com roupas de Vovó e etc.) e colocar dentro da caixa as diversas coisas que o Caçador pode ter achado ao abrir a barriga do lobo antes de encontrar a Vovó e a Chapeuzinho, como: um ovo frito, uma espinha de peixe, casca de banana e etc. (use cartolina de diferentes cores para montar estes objetos).

(exemplo retirado de uma programação do Museu Lasar Segall)

É importante também, que depois de contar a história, você permita a construção e confecção de algum material que seja feito pelas crianças. Isso torna aquele momento além de produtivo, muito prazeroso. Ao construir a criança vai recontando em sua mente ou até mesmo em voz alta tudo o que observou, e isto gera um gosto pela leitura, leitura do momento, leitura das palavras que a professora diz. Assim nós estamos estimulando nossos pequenos a ler, e fazerem isto com gosto.

Uma sugestão é visitar o Museu Lasar Segall. Como está descrito no site da Folha Online:

educadora narrando história“No primeiro domingo de cada mês, às 16h, há rodas e cirandas no jardim, nas quais uma contadora narra histórias de autores como Hans Christian Andersen e Câmara Cascudo, além de contos populares. No segundo domingo, às 15h, ocorre o projeto “Oficina de Arte”: no dia 10/8, a proposta é que pais, crianças a partir de cinco anos e adolescentes construam um livro com materiais incomuns. No terceiro domingo de cada mês, às 15h, é a vez do “Arte em Família”, com atividades lúdicas sobre Lasar Segall para crianças acompanhadas de adultos. Inscrições uma hora antes dos eventos.”

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u429912.shtml

Assita: “Histórias do Dedão do Pé do Fim do Mundo”

http://marciaroth.blogspot.com/2009/02/historias-da-unha-do-dedao-do-pe-do-fim.html

Contagem Regressiva…

Setembro 16, 2009

pilha de livrosJá estamos no mês de Setembro e o “Dia das Crianças” já esta chegando aí. Pensando nisso, preparei para essas próximas 4 semanas posts dedicados à rotina escolar. Vamos falar sobre o dia-a-dia das crianças, rotina dentro da escola, nossa prática e o desenvolvimento dos nossos pequenos grandes aprendizes em relação aos seguintes momentos:

– Hora da História – Atividades Plásticas – Lanche – Play Ground

Além de procurar aprofundar melhor estes assuntos, também estou contando com a colaboração de vocês, suas opiniões e experiências em relação à estes momentos e a sua prática. Sim! Você educadora da Educação Infantil! Você é muito importante aqui no Cores e Páginas.

Vamos nessa?

Ambiente Cooperativo

Setembro 16, 2009

Ambiente EscolarTrabalhar com crianças de 1, 2 e 3 anos pode se tornar um desafio em termos pedagógicos. Como desenvolver temas, conteúdos e todos os objetivos pré – estabelecidos no começo do semestre sem perder o foco em meio as fraldas, choros, mordidas e cansaço das crianças?

Existem muitos materiais que podem nos auxiliar com o desenvolvimento dessas atividades que estão disponíveis nas livrarias de todas as grandes cidades e nós ainda não conhecemos.

Então separei aqui algumas dicas pra você saber como preparar melhor o seu espaço dentro de sala de aula de forma que os materiais e o ambiente sejam cooperativos no processo de ensino e aprendizagem.

– É importante separar um tempo, talves durante o fim – de – semana, para visitar as livrarias e sentar-se junto aos livros infantis.

– Separar uma hora por semana para assistir um desenho animado sobre o qual as crianças comentam.

–  Ler um livro infanto -juvenil por semestre (pelo menos).

–  Ouvir músicas para crianças.

– Ler muito sobre pedagogia (autores como Paulo Freire, Piaget, Vigotsky, Kammi, Dewey e muitos outros).

– Desevolver atividades de observação onde você possa descobrir quais são os maiores interesses das crianças.

– Deixar os materiais e também as produções das crianças na mesma altura destas (quanto expostos em prateleiras ou nas paredes), para que possam experimentar tocá-los e saber que tem acesso àquilo.

– Procurar mantêr apenas o que pode ser experimentado à vista, pois estas crianças estão passando por um processo impoortante em sua “primeira infância” onde tudo aquilo que podem ver elas também querem tocar.

Galinha Pintadinha

– Faça com que as crianças sintam o seu entusiasmo em fazer parte daquela turma.

– Brinque junto com eles.

Alguns materiais que ajudam muito são:

O DVD da “Galinha Pintadinha”, é um DVD com cantigas antigas e mais atuais que mantém nossas crianças muito atentas e com vontade de cantar junto, reproduzindo os sons e os movimentos.

LivroCom um bom livro nas mãos você pode contar a história ajudando as crianças a reproduzirem sons engraçados e também movimentos inventados por você mesma!

As crianças no geral amam livros, gostam de ouvir histórias e param pelo menos por alguns poucos minutinhos para saber o que é que você esta fazendo com alguma coisa tão legal nas mãos!

Não importa exatamente qual o material que você vai usar, o importante é você descobrir o seu espaço, e criar um ambiente cheio de atividades que são produtivas para as crianças e que elas também gostem de realizar.

Uniformemente Diferenciados

Setembro 1, 2009

arteQuando trabalhando com suas crianças você está explicando um certo conteúdo, “Joãozinho” faz um comentário que aparentemente não tem nada a ver com a aula e faz as meninas rirem, do outro lado a “Mariazinha” aproveitou-se da situação para cochichar algo no ouvido da amiga e em menos de um minuto você perdeu a atenção da sala. Dependendo da idade de seus alunos você nem precisa de nenhum comentário, as crianças começam a viajar dentro de si mesmas depois de uma aula que você passou semanas preparando com a maior ansiedade certa de que aquele momento seria o mais marcante do universo escolar daqueles pequeninos, e o assunto nem chega a durar 10 minutos.

É preciso ter o famoso “jogo de cintura” e saber como lidar com situações diferentes sem utilizar o manual de instruções ou até mesmo o auxilio de alguém – Não seria suficiente contar com os planos A ou B, você precisa ter mais algumas cartas de sobra na manga, precisa ficar esperta e ser firme, calma e constante em sua fala e atitude o tempo todo.

Muitas vezes no meio de tudo isso, perdemos o rumo dos conteúdos que estão lá e precisam ser dados, perdemos o “fio da meada” e já não sabemos mais como trazer de volta nossos pequenos gênios de forma envolvente. Acabamos nos irritando e tendo que lidar com muitos mais planos B’s do que gostaríamos. E é nessa hora que deixamos de considerar os detalhes, deixamos de enxergar os alunos. Andamos rumo a ordem e esquecemos do resto…Passamos por cima do desenvolvimento pedagógico de cada criança enquanto lutamos tanto pela uniformidade de uma classe.

HiperativaQuando trabalhamos duro para padronizar uma sala de aula, estamos suando a toa, pela causa errada. Nossos alunos precisam sim de um ambiente organizado que lhes ofereça condições suficientes para um ensino e aprendizagem profundos, mas esse ambiente só é de fato efetivo quando atinge o grupo na íntegra. Grupos são compostos por crianças diferentes, que por sua vez possuem habilidades e singularidades diferentes. Temos que andar perto o suficiente dos nossos alunos a ponto de podermos dizer quais são essas singularidades, sua maiores dificuldades e conquistas na aprendizagem! As vezes o aluno que não sabe nem pular na aula de esportes, é o mesmo alunos que, mesmo sendo o mais novo da turma, se destaca em matemática ao entender e brincar com números em sua mente.

Pessoas são diferentes e precisam ser enxergadas assim. Pensando nisso é que precisamos continuar nos confrontando com nossos desafios diários, na certeza de um resultado ao final de cada aula, cada semana, cada mês, semestre, ano e etc. É sim muito importante a certeza de que todas as crianças saibam lidar com disciplina, regras, horários e questões que envolvem a ordem em geral, mas esse não pode se tornar nosso objetivo principal como educadores. A escola e o professor, principalmente na Educação Infantil, devem estimular apesar de todas as dificuldades e não reprimir por conta de muitas lutas, ao aluno.

Para quem quer ir além:

Aprendendo a ler

Junho 8, 2009

Como é lindo o processo de alfabetização! As letrinhas começam a ganhar sons e de repente as palavras se tornam realmente interessantes. Cada nome é uma descoberta de sílabas, e cada sílaba uma descoberta de significados.

Criança Lendo Dentro da minha prática pedagógica, tenho aprendido a importância de tornar esse processo ainda mais prazeroso, para que nossas crianças se tornem seres leitores e pesquisadores que não tem preguiça e nem medo de ler, mas ao contrário, se interessam pela leitura e se entregam aos seus caminhos.

Algo interessante a se pensar dentro da alfabetização é o caso desse processo dentro da Educação Infantil Bilíngue. É importante observar que mesmo dentro desta perspectiva bilíngue, a criança sempre deve ser alfabetizada em sua língua materna, e a partir daí, quando já é considerada alfabetizada, pode começar a se colocar diante da escrita de outras línguas. É fascinante perceber a facilidade que essas crianças passam a apresentar ao utilizarem as duas diferentes falas, pronuncias, pensamentos e raciocínios.

Daí em diante, essa criança que já sabe ler e escrever em Português e passa a ler e escrever em Inglês, Alemão, Espanhol, Francês ou qualquer outra língua, cria intimidade com as duas escritas.

As férias de Julho já estão chegando, e existem muitas atividades que podem ser feitas em casa que envolvem ainda mais as crianças neste processo de alfabetização.

Algumas dicas:

www.museuslinguaportuguesa.org.br

http://jogos-infantis.jogosdaweb.com.br/letras-do-alfabeto.html

Ensino e Aprendizagem

Maio 8, 2009

Como será que deve se preparar o professor da atualidade?

Pensando no ensino público podemos diagnosticar inúmeros problemas que envolvem a atuação do aluno e do professor. A sociedade tende a se posicionar de maneira intolerável diante deste assunto, dizendo que o professor não é suficientemente motivado ou até mesmo que é responsável pelos péssimos resultados de seus alunos.  Passa-se a defender que o professor é o grande vilão desta história. Essa relação entre o ensino e a aprendizagem é uma relação que sempre funciona a partir do momento que os dois canais: aluno e professor, também estão funcionando bem. Entendendo esta situação podemos pensar que este professor pode não ser o único fator que impede essa relação, mas também as condições sociais, culturais e econômicas da escola e dos alunos que frequentam esta escola.

Sim, os professores dentro da escola pública em sua maioria não estão suficientemente preparados para lidar com as situações enfrentadas em sala de aula, mas uma decisão que os posicionaria rumo à melhoria seria então que se munissem do máximo de materiais, recursos e ajudas que puderem encontrar.

Nós, educadores, deveríamos pensar mais sobre isso. Também deveríamos nos aproveitar mais dos cursos preparatórios e novidades ou informações sobre a educação, para não nos confundirmos com a bagunça que encontramos em muitas escolas e fazermos diferença aonde estamos.

Alguns cursos: http://espaber.uspnet.usp.br/jorusp/?p=3892