Archive for Setembro, 2009

Meu Lanchinho

Setembro 29, 2009

comendoÉ hora do lanche, que hora tão feliz? Dias com hot-dog, pizza, e bisnaguinha fazem do lanche uma hora bem feliz, mas e os dias com patê de ricóta, pão integral e bolo sem cobertura de chocolate?

Quando será que nós realmente já sabemos do que gostamos, ou não, de comer? É dificil dizer, nunca sabemos ao certo de onde que saíram os nossos gostos pessoais, sabemos porém que todos eles são vindos de algum tipo de experiência pessoal com aquela comida ou gosto, que foi boa ou ruim.

lancheSegundo agumas pesquisas feitas pela Revista Crescer “Existem quatro sabores, e eles são inatos: doce, salgado, amargo e ácido. Pesquisas demonstram que bebês têm preferência pelo doce. Sorriem quando recebem açúcar e fazem caretas quando provam o amargo. Também há diferenças individuais que podem estar associadas ao grau de sensibilidade que cada um tem aos sabores. Mas o paladar não é formado só assim: odores, texturas e o prazer que a comida proporciona fazem diferença. Além da percepção geneticamente determinada, algumas dimensões, como a familiar e a cultural, orientam as preferências. A criança nasce com uma certa predisposição para gostar de uma comida e fazer cara feia para outras, mas a educação que recebe também vai influenciar.”

brincandoÉ importante percebermos o quanto a nossa atitude influencía na escolha da criança. Na hora do lanche as crianças precisam ser orientadas e dirigidas ao escolher o que querem ou não querem comer. Aprendi a dar-lhes sempre duas opções: Podem não comer a fruta se tomarem o leite/suco e podem não tomar o leite/suco se comerem a fruta. Nessa situação a criança tem a chance de escolher, mas também entende que precisa do auxilio destes alimentos para que possa crescer saudável e forte.

Existem alguma táticas que nos ajudam a alcançar nossos pequeninos, algumas delas são as seguintes:

– Conte-lhes uma história sobre um menino fraco e um menino forte, explicando como o menino forte era feliz porque dava uma chace para os verdinhos, as frutas, e todos os cereais (arroz, feijão, lentilha e etc)

– Crie receitas malucas com suas crianças que só possam ser feitas com verduras, legumes ou frutas. (adicionar leite condensado, chocolate ou açucar no caso das frutas ou tempero pronto, requeijão e presunto no caso das verduras e legumes são táticas que dão certo!)

– Explique os sucos como vitaminas poderosas, como as bebidas mágicas de algum “super-herói” que as próprias crianças podem criar.

– Incentive-os a esolherem uma fruta, verdura ou legume favoritos, crie um bonequinho e faça-os brincar com este.

Essas são apenas algumas dicas. Você pode ir muito mais longe, trabalhando diáriamente com estes conceitos.

E você, tem alguma tática?

http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI2290-15064,00.html

http://www.supernanny.com.br/blog/2009/07/como-fazer-crianca-comer-verduras-e.html

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Fazendo Arte

Setembro 23, 2009

felizesCom o lápis, a tinta, canetinhas, giz de cera, carvão e muitos outros tipos de materiais, você pode construir um mundo novo que nasce dentro da cabeça das crianças e pode colorir e redesenhar as nossas mentes. Como já vimos, a história e o “faz de conta” estimulam a criatividade da criança, a partir daí temos que dar aos nossos pequeninos a chance de trabalhar e criar. Os materiais que utilizamos ou disponibilizamos para as crianças são possibilidades, mas a criatividade não se limita à estes.

Particularmente, acho que as crianças não precisam de um propósito maior do que a própria experimentação e a importância que esta tem em seu processo de desenvolvimento para poderem entrar em contato com atividades plásticas.

O que você deve fazer: Separe um tempo para pesquisar mais sobre arte e sobre os materiais que você gostaria de utilizar ou até mesmo quais materiais são recomendados. A partir daí é interessante você traçar uma linha de desenvolvimento, onde as crianças tem a chance de produzir e expor aquilo que fizeram. A significação varia de acordo com a faixa etária. Para os mais pequenos a experimentação seria a grande sensação e objetivo. A partir dos 3 anos de idade já é importante que você estabeleça uma continuidade e um objetivo a ser alcançado no final de uma série de atividades.

Mãos à obra!

TINTA1 – Quando estamos mexendo com tinta é muito válido preparar um ambiente propício onde a criança possa se sentir livre. Procure ter certeza de que seus alunos têm uma roupa que possa sujar, ou uma camiseta de pintura.  Prepare a sala forrando o chão e afastando os móveis e estantes. Se você quiser pode deixá-los tirar os sapatos e meias e experimentar também pintar com os pés. Antes de começar a pintar incentive as crianças a brincarem com as cores, misturanto as tintas em diferentes copinhos.

giz de cera2 – Atividades com giz de cera são bacanas, faça o giz de cera com suas crianças. É só você juntar rapas de giz de cera em uma panela, aqueça até que se torne homogêneo e então coloque em um copinho de café. Leve ao congelador e deixe lá até que endureça completamente. Depois é só quebrar o copinho e você terá o giz de cera. Envolva as crianças nos processos. Peçan a ajuda delas para destruir os pedacinhos de giz, misturar tudo em um pote e até mesmo para colocarem no congelador. Também é legal misturar as cores e criar um giz clorido. Depois que estiver pronto de um pedacinho para cada criança pintar e levar para casa.

CARVAO3 – Vamos brincar com o carvão? Cire uma brincadeira sobre “homens das cavernas” e sujando as mãos de carvão você pode desenhar uma história com as mãos e incentivar as crianças a formarem diferentes “carimbos” com os dedos. É divertido para a criança aprender a fazer atividades que “sujam” sem ter que levar uma bronca. Deixa-as curtir cada segundo antes de finalizar sua tarefa. Você pode forrar o chão com papel craft e deixar que as crianças desenhem no próprio papel. Só não se esqueça de expor esse desenho mais tarde para que eles também tenham a oportunidade de recontar a história à outras pessoas que passarem pela sala.

origami4 – Dobraduras são contruções muito divertidas! Com o papel você pode criar corações, bichos, barcos, aviões, casas e muito mais! Você pode até mesmo usar restos de papel para isso. Deixe uma caixa de reciclagem em sua sala de aula aonde as crianças podem jogar o papel que sobra dos recortes e etc. Depois de alguns dias você terá papel suficiente para inventar dobraduras e criar um cenário com seus alunos. Vamos nessa?

E você? Tem algumas idéias para dividir aqui?

Era Uma Vez…

Setembro 17, 2009

menino lendo jornalEra uma vez… Uma sala de aula repleta de alunos curiosos e cheios de vida. Nesta sala havia uma professora, daquelas que gostava muito de inspirar os alunos de todas as formas possíveis, até mesmo na maneira de se vestir. Esta professora acreditava nas muitas capacidades de seus alunos. Esta professora sabia contar histórias!!

A história, quando contada de maneira envolvente, tem a capacidade de permitir que as crianças desenhem em suas mentes os personagens, as situações e que se identifiquem ou não com estes. Quando estamos contando uma história é muito importante não deixar os detalhes passarem batidos, pois os detalhes dão a essência, e é você quem vai dar um tom à história ou não. É você quem vai imitar o “patinho feio”, inventar um movimento para os sons cantados pela “bela adormecida”, ou simplesmente ler o livro como uma coluna de jornal.

Devemos considerar que no momento da história as crianças precisam estar dispostas de maneira que possam ver e ouvir ao mesmo tempo, por isso usamos a roda. Se você colocar um colchão de ginástica, almofadas ou simplesmente desenhar um circulo no chão, você esta auxiliando o entendimento das crianças de que aquele momento foi separado pra ser dividido naquele espaço específico.

Na hora de escolher a história, seja criativa. Sente-se você diante de vários livros, sozinha, e leia-os com muita atenção, imagine-se contando enquanto os lê, construa suas próprias imagens e procure trazer para a sala de aula algum brinquedo, desenho ou objeto em geral que possa ser relacionado com a história para que as crianças possam experimentar aquele momento junto com você. Não se preocupe tanto assim com a qualidade do livro ou o número de enfeites e “pop-up’s” que este tem, ao invés disto, invista em uma boa história e crie você mesma o seu material.

chapeuzinho vermelhoNa história da “Chapeuzinho Vermelho”, por exemplo, você pode pegar uma caixa simbolizando o lobo (pode fazer o desenho do lobo, ou vestido com roupas de Vovó e etc.) e colocar dentro da caixa as diversas coisas que o Caçador pode ter achado ao abrir a barriga do lobo antes de encontrar a Vovó e a Chapeuzinho, como: um ovo frito, uma espinha de peixe, casca de banana e etc. (use cartolina de diferentes cores para montar estes objetos).

(exemplo retirado de uma programação do Museu Lasar Segall)

É importante também, que depois de contar a história, você permita a construção e confecção de algum material que seja feito pelas crianças. Isso torna aquele momento além de produtivo, muito prazeroso. Ao construir a criança vai recontando em sua mente ou até mesmo em voz alta tudo o que observou, e isto gera um gosto pela leitura, leitura do momento, leitura das palavras que a professora diz. Assim nós estamos estimulando nossos pequenos a ler, e fazerem isto com gosto.

Uma sugestão é visitar o Museu Lasar Segall. Como está descrito no site da Folha Online:

educadora narrando história“No primeiro domingo de cada mês, às 16h, há rodas e cirandas no jardim, nas quais uma contadora narra histórias de autores como Hans Christian Andersen e Câmara Cascudo, além de contos populares. No segundo domingo, às 15h, ocorre o projeto “Oficina de Arte”: no dia 10/8, a proposta é que pais, crianças a partir de cinco anos e adolescentes construam um livro com materiais incomuns. No terceiro domingo de cada mês, às 15h, é a vez do “Arte em Família”, com atividades lúdicas sobre Lasar Segall para crianças acompanhadas de adultos. Inscrições uma hora antes dos eventos.”

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u429912.shtml

Assita: “Histórias do Dedão do Pé do Fim do Mundo”

http://marciaroth.blogspot.com/2009/02/historias-da-unha-do-dedao-do-pe-do-fim.html

Contagem Regressiva…

Setembro 16, 2009

pilha de livrosJá estamos no mês de Setembro e o “Dia das Crianças” já esta chegando aí. Pensando nisso, preparei para essas próximas 4 semanas posts dedicados à rotina escolar. Vamos falar sobre o dia-a-dia das crianças, rotina dentro da escola, nossa prática e o desenvolvimento dos nossos pequenos grandes aprendizes em relação aos seguintes momentos:

– Hora da História – Atividades Plásticas – Lanche – Play Ground

Além de procurar aprofundar melhor estes assuntos, também estou contando com a colaboração de vocês, suas opiniões e experiências em relação à estes momentos e a sua prática. Sim! Você educadora da Educação Infantil! Você é muito importante aqui no Cores e Páginas.

Vamos nessa?

Ambiente Cooperativo

Setembro 16, 2009

Ambiente EscolarTrabalhar com crianças de 1, 2 e 3 anos pode se tornar um desafio em termos pedagógicos. Como desenvolver temas, conteúdos e todos os objetivos pré – estabelecidos no começo do semestre sem perder o foco em meio as fraldas, choros, mordidas e cansaço das crianças?

Existem muitos materiais que podem nos auxiliar com o desenvolvimento dessas atividades que estão disponíveis nas livrarias de todas as grandes cidades e nós ainda não conhecemos.

Então separei aqui algumas dicas pra você saber como preparar melhor o seu espaço dentro de sala de aula de forma que os materiais e o ambiente sejam cooperativos no processo de ensino e aprendizagem.

– É importante separar um tempo, talves durante o fim – de – semana, para visitar as livrarias e sentar-se junto aos livros infantis.

– Separar uma hora por semana para assistir um desenho animado sobre o qual as crianças comentam.

–  Ler um livro infanto -juvenil por semestre (pelo menos).

–  Ouvir músicas para crianças.

– Ler muito sobre pedagogia (autores como Paulo Freire, Piaget, Vigotsky, Kammi, Dewey e muitos outros).

– Desevolver atividades de observação onde você possa descobrir quais são os maiores interesses das crianças.

– Deixar os materiais e também as produções das crianças na mesma altura destas (quanto expostos em prateleiras ou nas paredes), para que possam experimentar tocá-los e saber que tem acesso àquilo.

– Procurar mantêr apenas o que pode ser experimentado à vista, pois estas crianças estão passando por um processo impoortante em sua “primeira infância” onde tudo aquilo que podem ver elas também querem tocar.

Galinha Pintadinha

– Faça com que as crianças sintam o seu entusiasmo em fazer parte daquela turma.

– Brinque junto com eles.

Alguns materiais que ajudam muito são:

O DVD da “Galinha Pintadinha”, é um DVD com cantigas antigas e mais atuais que mantém nossas crianças muito atentas e com vontade de cantar junto, reproduzindo os sons e os movimentos.

LivroCom um bom livro nas mãos você pode contar a história ajudando as crianças a reproduzirem sons engraçados e também movimentos inventados por você mesma!

As crianças no geral amam livros, gostam de ouvir histórias e param pelo menos por alguns poucos minutinhos para saber o que é que você esta fazendo com alguma coisa tão legal nas mãos!

Não importa exatamente qual o material que você vai usar, o importante é você descobrir o seu espaço, e criar um ambiente cheio de atividades que são produtivas para as crianças e que elas também gostem de realizar.

Desenhos que Falam

Setembro 10, 2009

FlowerEra uma vez um menino. Ele era bastante pequeno e estudava numa grande escola. Mas, quando o menino descobriu que podia ir à escola e, caminhando, passar através da porta ficou feliz. E a escola não parecia mais tão grande quanto antes.
Certa manhã, quando o menininho estava na aula, a professora disse:
– Hoje faremos um desenho.
– Que bom! Pensou o menino. Ele gostava de fazer desenhos. Podia fazê-los de todos os tipos: leões, tigres, galinhas, vacas, barcos e trens. Pegou então sua caixa de lápis e começou a desenhar. Mas a professora disse:
– Esperem. Ainda não é hora de começar. E ele esperou até que todos estivessem prontos.
– Agora, disse a professora, desenharemos flores.
– Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de desenhar flores. E começou a desenhar flores com seus lápis cor-de-rosa, laranja e azul. Mas a professora disse:
– Esperem. Vou mostrar como fazer. E a flor era vermelha com o caule verde.
Num outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre, a professora disse:
– Hoje faremos alguma coisa com barro.
– Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de barro. Ele podia fazer todos os tipos de coisas com barro: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e a amassar a sua bola de barro. Mas a professora disse:
– Esperem. Não é hora de começar. E ele esperou até que todos estivessem prontos.
– Agora, disse a professora, faremos um prato.
– Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos. A professora disse:
– Esperem. Vou mostrar como se faz. E ela mostrou a todos como fazer um prato fundo. Assim, disse a professora, podem começar agora.
O menininho olhou para o prato da professora. Então olhou para seu próprio prato. Ele gostava mais de seu prato do que do da professora. Mas não podia dizer isso. Amassou o seu barro numa grande bola novamente e fez um prato igual ao da professora. Era um prato fundo.
E, muito cedo, o menininho aprendeu a esperar e a olhar, e a fazer as coisas exatamente como a professora fazia. E, muito cedo, ele não fazia mais as coisas por si mesmo.
Então aconteceu que o menino e sua família mudaram-se para outra casa, em outra cidade, e o menininho teve que ir para outra escola.
No primeiro dia, ele estava lá. A professora disse:
– Hoje faremos um desenho.
– Que bom! Pensou o menininho. E ele esperou que a professora dissesse o que fazer. Mas a professora não disse. Ela apenas andava pela sala. Então, veio até ele e falou:
– Você não quer desenhar?
– Sim, disse o menininho. O que é que nós vamos fazer?
– Eu não sei até que você o faça, disse a professora.
– Como eu posso fazer? Perguntou o menininho.
– Da mesma maneira que você gostar. Respondeu a professora.
– De que cor? Perguntou o menininho.
– Se todos fizerem o mesmo desenho e usarem as mesmas cores, como eu posso saber quem fez o quê e qual o desenho de cada um?
– Eu não sei, disse o menininho.
E ele começou a desenhar uma flor vermelha com caule verde.
Conto de Helen Barckley

DrawingOs desenhos falam – desenhar é a primeira forma de escrita da criança, o registro do que está na mente, é uma das formas de linguagem que toda criança deve ter a liberdade de desenvolver. Desenhos falam, diagnosticam e expressam muito sobre a maneira de ver o mundo que uma criança tem. Não devemos nos colocar diante do ensino de forma a reduzí-lo a prática de uma repetição, nem com os desenhos e nem com nada! A sala de aula dever ser um lugar onde a criança sente-se segura de si para expressar-se sem medos e sem restrições.

livro

Para quem quer mais:

O livro “As Cem Linguagens da Criança” é um livro que explica mais sobre um movimento nascido na Itália chamado Régio Emília – Vale a pena correr atrás e conhecer mais!

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=246931&sid=1891958951196579794320074&k5=D725979&uid=

Feriado e Chuva

Setembro 6, 2009

ChuvaPassamos calor a semana inteirinha. São Paulo está uma loucura. Ninguém mais aguenta passar calor no inverno e frio no verão. Nós paulistanos já estamos acostumados com essas mudanças climáticas, não saímos mais de casa sem pelo menos levarmos conosco um casaco na bolsa. Mas nesse fim-de-semana, vépera de feriado, a chuva parece estragar nossos planos e trazer desgosto aos rostinhos dos nossos pequeninos.

Sem contar com os aventureiros que estão encarando a  praia, casa de campo e piscina debaixo de chuva, nossas crianças vão ficar em casa nessa segunda-feira, feriado de Indepêndencia do Brasil. E não apenas vão ficar em casa como muitas delas vão acabar ficando doentes em função dos picos climáticos. E foi pensando nesses picos que pensei nesse post.

A chuva acaba estragando os planos de qualquer criança, porque nossas mães nunca nos deixam brincar embaixo de chuva – “senão a gente fica doente” diz Megan de 5 anos – Assim como pé no chão gelado dá gripe, tomar chuva trás resfriado, sorvete na garganta dá inflamação… Será?

Para começar a responder esta pergunta precisamos estabelecer a diferença entre gripe e refriado As gripes são provocadas pelo vírus Influenza e têm início abrupto. Seus sintomas são: febre, tosse e dor de cabeça que têm um ciclo de aproximadamente 2 semanas. Os resfriados têm os mesmos sintomas, só que estes não se manifestam tão intensamente e podem ser causados por diferentes vírus.

DoenteSegundo está descrito no site da rádio Mundial na matéria Mitos e Verdades – Gripes e Resfriados, encontrei a seguinte explicação: “Essas infecções não estão relacionadas com a baixa temperatura ou a exposição ao frio. A transmissão é feita por meio do contato com pessoas e/ou objetos contaminados. Isso significa que uma pessoa mal agasalhada exposta ao frio não está mais sujeita às doenças. O que acontece é que durante o período de inverno (temperaturas baixas), as pessoas tendem a ficar mais tempo em ambientes fechados, onde há pouca circulação de ar, facilitando a transmissão dos vírus.” http://radiomundial.com.br/vivamelhor/?id=4218

Conversando com diferentes profissionais da área da educação e da saúde, descobri que faz parte de um senso comum entender que tomar gelado, andar descalço e tomar chuva “dá refriado e gripe”, mas os médicos nos respondem que esses são “mitos” que não condizem muito bem com os conhecimentos científicos sobre gripes e resfriados. É verdade sim que precisamos tomar cuidado com as mudanças drásticas do clima, nos alimentar muito bem com frutas, legumes e todos os tipos de vitaminas, e devemos também eviSofátar ar condicionado e lugares mal-ventilados em dias mais frios, porque assim facilitamos a transmissão do vírus. Mas isso não significa que o vírus é diretamente ligado com o frio!

Mas se você ainda não tem coragem de encarar a chuva, brincar na lama e passar um pouquinho de frio, a cidade de São Paulo está competindo com o seu sofá e seus cobertores, oferecendo algumas opções para aqueles que querem sair de casa, entre elas selecionei aquelas que mais me chamaram a atenção:

Catavento Cultural e Educacional: Sábados, domingos e feriados, no período das 09:00 às 17:00hs.

http://www.cataventocultural.org.br/noticias.asp

Planetário do Ibirapuera: Sábados, domingos e feriados, às 15h, 17h e 19h

http://www.cidadedesaopaulo.com/sp/br/o-que-visitar/pontos-turisticos/219-planetario-do-ibirapuera

Esperando Gordô – Centro Cultural São Paulo – Sala Paulo Emílio Salles Gomes (110 lugares). Rua Vergueiro, 1000, Paraíso, Até dia 26. 3397-4002, Metrô Vergueiro. Sábado e domingo, 16h. R$ 10,00.

E você, já ficou doente depois de brincar na chuva?

Uniformemente Diferenciados

Setembro 1, 2009

arteQuando trabalhando com suas crianças você está explicando um certo conteúdo, “Joãozinho” faz um comentário que aparentemente não tem nada a ver com a aula e faz as meninas rirem, do outro lado a “Mariazinha” aproveitou-se da situação para cochichar algo no ouvido da amiga e em menos de um minuto você perdeu a atenção da sala. Dependendo da idade de seus alunos você nem precisa de nenhum comentário, as crianças começam a viajar dentro de si mesmas depois de uma aula que você passou semanas preparando com a maior ansiedade certa de que aquele momento seria o mais marcante do universo escolar daqueles pequeninos, e o assunto nem chega a durar 10 minutos.

É preciso ter o famoso “jogo de cintura” e saber como lidar com situações diferentes sem utilizar o manual de instruções ou até mesmo o auxilio de alguém – Não seria suficiente contar com os planos A ou B, você precisa ter mais algumas cartas de sobra na manga, precisa ficar esperta e ser firme, calma e constante em sua fala e atitude o tempo todo.

Muitas vezes no meio de tudo isso, perdemos o rumo dos conteúdos que estão lá e precisam ser dados, perdemos o “fio da meada” e já não sabemos mais como trazer de volta nossos pequenos gênios de forma envolvente. Acabamos nos irritando e tendo que lidar com muitos mais planos B’s do que gostaríamos. E é nessa hora que deixamos de considerar os detalhes, deixamos de enxergar os alunos. Andamos rumo a ordem e esquecemos do resto…Passamos por cima do desenvolvimento pedagógico de cada criança enquanto lutamos tanto pela uniformidade de uma classe.

HiperativaQuando trabalhamos duro para padronizar uma sala de aula, estamos suando a toa, pela causa errada. Nossos alunos precisam sim de um ambiente organizado que lhes ofereça condições suficientes para um ensino e aprendizagem profundos, mas esse ambiente só é de fato efetivo quando atinge o grupo na íntegra. Grupos são compostos por crianças diferentes, que por sua vez possuem habilidades e singularidades diferentes. Temos que andar perto o suficiente dos nossos alunos a ponto de podermos dizer quais são essas singularidades, sua maiores dificuldades e conquistas na aprendizagem! As vezes o aluno que não sabe nem pular na aula de esportes, é o mesmo alunos que, mesmo sendo o mais novo da turma, se destaca em matemática ao entender e brincar com números em sua mente.

Pessoas são diferentes e precisam ser enxergadas assim. Pensando nisso é que precisamos continuar nos confrontando com nossos desafios diários, na certeza de um resultado ao final de cada aula, cada semana, cada mês, semestre, ano e etc. É sim muito importante a certeza de que todas as crianças saibam lidar com disciplina, regras, horários e questões que envolvem a ordem em geral, mas esse não pode se tornar nosso objetivo principal como educadores. A escola e o professor, principalmente na Educação Infantil, devem estimular apesar de todas as dificuldades e não reprimir por conta de muitas lutas, ao aluno.

Para quem quer ir além: