Posts Tagged ‘educação infantil’

Mamãe está grávida, de novo!

Novembro 11, 2009
Grávida

Stela (mãe), Lelê (filha) e o meninão que está chegando!

A chegada de outro bebê a uma família onde já existe uma criança sempre traz uma tensão de drama e ciúmes para a vida familiar. A pedidos de uma leitora e colega muito especial, Stela Romano, neste post vamos falar sobre a chegada do primeiro irmão a uma família, e como lidar com seus filhotes enciumados.

Para nós educadores, é evidente a mudança de comportamento de uma criança que está para ganhar um irmão ou uma irmã. Mesmo as crianças mais “bem resolvidas”, como gostamos tanto de categorizar as pessoas que não aparentam problematizar muito as coisas, sentem-se extremamente abaladas em algum momento com a chegada de uma nova criança. Sentem-se substituídas, confundem a apreciação pelo outro com rejeição de si. O sentimento de que o mundo de repente não está mais em sintonia com as suas ações, mimos e vontades, sendo estes saudáveis ou exagerados.

As reações são diversas e não muito classificáveis, mas aqui vão algumas dicas que podem te ajudar a preparar o seu filho da melhor forma possível para esta situação:

– A primeira coisa a ser feita é contar ao filho mais velho, mostrando à ele que pode e deve se entusiasmar com você. Se você ficar preocupada, tensa e com medo de contar-lhe, ele pode acabar descobrindo. As crianças têm uma grande capacidade de captar as coisas “no ar”, elas sabem se o ambiente esta tenso e estão atentas às suas palavras e conversas. Evite este tipo de situação, pois você pode perder momento certo e a oportunidade de dividir isto com ele. A verdade é sempre a melhor saída.

Grávida– Envolva o seu filho na espera do bebê. Assim você pode incluí-lo em alguma etapas deste processo, por exemplo, mostrando-lhe as fotos do ultra-som ou pedindo ajuda quando for comprar alguma coisa para o bebê. Faça-o sentir que a sua colaboração é essencial.

– Torne deste tempo, uma fase animada para ele. Ajude o seu filho a sentir-se entusiasmado porque esta crescendo. Dê-lhes novos privilégios e “criança grande”, você pode estabelecer novos horários e atividades para ele, por exemplo: por ser mais velho agora ele pode ir sozinho com o pai, ou só com a mãe, uma vez por semana, tomar sorvete. Um tempo que é só dele com os pais (ou só com um dos dois).

– Se você está pensando em dar coisas do seu primogênito ao bebê que está chegando, faça com que primeiro, antes da chegada do bebê, ele “decida” dar estas coisas. Você pode conversar com ele e contar histórias de crianças maiores que ajudam seus irmãos mais novos dando à eles aquilo que não precisam mais porque agora já são mais velhos. As histórias não são a única opção, você pode fazer isso de diversas formas, o mais importante é que a decisão seja da criança.

– Na chegada do bebê, certifique-se de que a rotina do seu filho não seja abalada. Se precisar, peça ajuda de outros, mas principalmente nos primeiros dias, ele não pode se sentir esquecido. Explique como é difícil para o bebê a sua “chegada ao mundo” quando for para o hospital, e peça para que ele faça algum presentinho para o bebê, assim você o inclui nesta hora que ele não pode vivenciar com você.

O bebê que está chegando é um presente para toda a família, você vai ver!

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Em Dia Com a Vida!

Novembro 3, 2009

O final do ano está chegando!

AbacadaPara nós educadores ele chega cheio de prazos, reuniões, ensaios, preparações e muito stress! É muito difícil manter o ritmo sem prejudicar a própria saúde, afinal de contas algumas de nós ainda estão estudando, outras têm filhos e outras ainda têm mais do que um emprego. Isso significa que além de nossos alunos, temos milhões de outros prazos, obrigações e metas para atingir antes da virada final de 2009 para 2010.

Não tenho nenhuma formula milagrosa de como resolver todos os seus problemas em 5 dias, mas com certeza podemos pensar em algumas maneiras de lidar com a correria, sem ter que deixar de dormir para fazer tudo. Afinal de contas stress e criança é uma combinação terrível, e não queremos passar isso para os nossos alunos, não é mesmo?

Mãos à obra!

Algumas dicas de como manter a vida em dia:

– Estabeleça prazos no começo do semestre.

42-17422031Sejam eles para a sua família, trabalho, estudos ou qualquer coisa. Sente com calma no começo de cada semestre e estabeleça metas, aonde você tem que chegar e como vai dividir suas tarefas com o tempo que você tem. Crie um Calendário anual e deixe-o à vista, para não ter que deixar nada além do acaso para a ultima hora.

– Não perca suas noites!

No começo do caos a primeira reação de todos nós é começar a transferir as atividades para a noite! Mas preste bastante atenção, quando ficamos sem dormir, não rendemos bem durante o dia, o que significa que muito provavelmente você comece a trocar o seu rendimento do dia pelo rendimento da noite! Dai você perde seu sono e também seu rendimento. Pense em maneiras de reaproveitar seu tempo. Pare um pouco de assistir novelas e tome algumas horas dos finais de semana, aos poucos você chega lá!

– Abra mão do que não é necessário. 

Nesta ultima semana, deparei-me com as seguintes ocupações: seminários e provas da faculdade, emprego, trabalhos de free lancer, este blog e uma matéria que faço pela Internet!!! Não dá! O mundo não cabe dentro do nosso abraço. É muito importante seguir seus sonhos e trabalhar duro pra isso, mas não se perca no processo, lembre-se de seus objetivos iniciais e abra mão de uma das milhões de coisas que você faz se for preciso.

 – Tenha um descanso significativo!

Seu tempo de descanso é pequeno? Torne-o produtivo de forma que naquele tempo você consiga descansar sem ter mais preocupações ou atividades atrapalhando o seu sono. Deixe tudo de lado, aperte o “pausa”, e sossegue um pouco. Você quer alcançar suas metas, mas você precisa muito de um corpo saudável para isto!

– E por último, CALMA!

O ano está quase terminando, você vai conseguir…

O Haiti é Logo Ali!

Outubro 28, 2009
haiti

Crianças haitianas em seus melhores trajes, nos recebendo em sua Igreja.

Foi andando pelos imensos corredores do Aeroporto Internacional de Guarulhos, levando meu namorado ao portão internacional que tinha como destino final o Haiti, que pensei neste Post.

Estava me lembrando da minha visita à esta ilha, que por uma ironia do destino se encontra no Caribe, em agosto de 2007. Vieram a minha mente alguns rostos muito nítidos, os rostinhos das crianças que conhecemos e do contato tão rico que pude ter com elas.

Lembro-me de estar andando por um das vielas de Port-Au-Prince, numa tarde mais do que ensolarada, nosso caminho passava por uma escola, uma casa vazia e toda quebrada, os destroços das mesas e cadeiras na entrada pareciam fazer parte da decorção de tão fixos que eram, pareciam estar ali há anos. Também não pude evitar o sentimento de ser o centro das atenções, os olhinhos das crianças pareciam não entender minha cor, a cor dos meus cabelos, minhas roupas e outras coisas… Mas não precisei de muito auxílio para atravessar esta barreira. Com apenas algumas palavras (e um tradutor!!) consegui juntar um grupo de aproximadamente 3o crianças que estava perambulando pelas ruas.

Fiquei sem entender a facilidade com a qual conseguimos reuni-las na ali. Eu não tinha nada nas mãos, não estava distribuindo folhetos, brindes ou nada do tipo. Não estava cantando, nem o meu violão eu tinha comigo, e com certeza naquele calor e nas condições em que estava hospedada, também não foi a minha beleza que os atraiu.

Mas mesmo assim elas se juntaram e ficaram esperando, querendo saber quem eu era, o que eu tinha pra dividir, qualquer coisa. Queriam qualquer coisa. Ao juntá-las, contei-lhes uma história da bíblia que minha mãe me contou quando eu era criança. No final da história, ninguém parecia cansado, e os olhos ainda eram fundos e agora cheios de expressão, pareciam querer me contar mais e mais.

Foi muito difícil para mim esta viagem. O tempo não parecia ser nem perto de suficiente! Mais tarde naquele dia, brincamos junto com as crianças e eles passaram a tarde brincando na nossa porta, tão próximos e tão distantes. A minha história com aquelas crianças acabou naquela mesma semana, mas fico pensando como aquilo pareceu acrescentar tanto à minha vida, e também à delas.

Não sei dizer ao certo se foi neste dia que nasceu a minha paixão pela educação, mas posso sim contar que aqueles olhos são a grande motivação do meu empenho em relação ao entendimento pleno de uma prática pedagógica que marca, e traz esperança.

O Haiti é um país que sofre com os diferentes problemas causados pela miséria e pobreza. A água limpa é um luxo, comida é banana, a rua e o lixo se confundem e a carência não é de dinheiro, é de tudo. É um lugar cheio de pessoas na busca de uma esperança que os salve daquele enorme vazio econônomico e social. Só quem já esteve lá, pode descrever o que há e te faz querer voltar.

Algumas notícias sobre o Haiti:

“Segundo o Ministério da Saúde e da População haitiano, a duração média de vida dos habitantes do país é agora bastante mais alargada do que há 50 anos. As autoridades sanitárias de Port-au-Prince dizem que em 1950 a média de idade dos homens no Haiti era de 36 anos, enquanto hoje se eleva aos 50. As mulheres também passaram dos então 39 anos de média de vida para os actuais 56. Os dados sobre a alfabetização no país também são positivos e registam um nítido crescimento. Basta pensar que, ainda em 1950, os analfabetos constituíam 90 por cento da população, percentagem que desceu para os actuais 50 por cento.”

http://www.audacia.org/cgi-bin/quickregister/scripts/redirect.cgi?redirect=EEuyVZpAkyEvjBEiAc

“As crianças nascidas no Haiti têm maiores probabilidades de morrer durante a primeira infância do que em qualquer outro país do hemisfério Ocidental, segundo “A infância em perigo: Haiti”, um relatório lançado hoje pela UNICEF.

‘Há poucos lugares no mundo onde é mais difícil ter uma infância saudável do que no Haiti,” declarou Adriano González-Regueral, Representante da UNICEF no Haiti. “A percentagem de crianças da América Latina e Caraíbas que nasce no Haiti é de apenas 2%, porém, neste país morrem 19% das crianças menores de cinco anos de toda a região. É de longe a maior taxa de mortalidade de menores de cinco anos da região, com 117mortes por cada 1.000 nascimentos’.”

http://www.unicef.pt/artigo.php?mid=18101112&m=3&sid=1810111216

Violência Infantil

Outubro 22, 2009

ViolênciaA violência é uma palavra que se expressa em diversas ações, sendo elas verbais ou físicas. Infelizmente a violência se expressa também dentro da Educação Infantil, partindo de professores, educadores e também das próprias crianças.

Quando a violência é expressa pelo professor, normalmente ela acontece de forma verbal, afinal de contas um professor que não sabe “encostar” de maneira apropriada nos alunos, sem machucá-los ou ofendê-los, não permanece por muito tempo nesta profissão. Essa violência verbal acontece contra a criança de maneira que por algum motivo de frustração: falta de atenção, comportamento aparentemente ou de fato inadequado, agressividade iniciada por parte do aluno e diversos outros motivos o professor assume uma atitude agressiva.

Professora Brava

Muitas vezes o professor se frustra com a não produção de um aluno, essa frustração vai gerando no professor uma atitude de pré estabelecimento em relação às expectativas que tem da produção do aluno. Quanto mais este processo se desenrola, mas raiva isto gera no educador. É aí que temos que tomar cuidado, pois todos nós professores temos que lidar com situações como estas em algum momento, é preciso entender a criança com um olhar mais alto do que o nível aonde ela está, e entender que nós podemos colaborar para que ela mude, instruindo-as por caminhos onde esta sempre sinta-se capaz de desenvolver o que colocamos em nossas propostas de aula.

Quando um aluno ouve do professor que não sabe fazer algo direito, quando leva uma bronca onde o professor expõe sua opinião de forma negativa na frente dos outros ou quando se sente deixado de lado pelo professor que está muito ocupado cuidando de outros alunos, este aluno passa a ter raiva e medo deste professor. Isto é violência contra a criança, e temos que ficar atentos, sabendo que isto não deve nem pode acontecer.

Outro tipo de violência que pode acontecer é chamada de BULLYING,”este termo compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outros, causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre os alunos e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.”

Dentro da educação infantil esta não é uma realidade gritante, mas o bullying pode entrar na educação infantil a partir do momento que ele anda em ciclos. Muitas vezes os pais destas crianças são violentos, porque sofreram de ou causaram o bullying, e provocam uma atitude violenta para com os colegas por parte da criança. Também temos que lembrar do contato que as crianças mais novas têm com as mais velhas (onde o bullying ocorre), e a vontade e admiração que as motivam a agir igual. Assim, temos que tratar com muito cuidado, e desenvolver com paciência casos de violência entre as crianças, deixando muito claro que esta atitude é errada. Podemos usar também de diferentes ferramentas para unir as crianças e fazê-las agir de maneira que sempre se entendam como iguais.

A violência contra a criança é crime, e nós educadores temos que lutar pela segurança de nossas crianças. A violência na rua, dentro de casa ou na escola pode mudar a vida de um ser humano, marcando-o negativamente de maneira que cause danos psíquicos e/ou físicos!

Meu Lanchinho

Setembro 29, 2009

comendoÉ hora do lanche, que hora tão feliz? Dias com hot-dog, pizza, e bisnaguinha fazem do lanche uma hora bem feliz, mas e os dias com patê de ricóta, pão integral e bolo sem cobertura de chocolate?

Quando será que nós realmente já sabemos do que gostamos, ou não, de comer? É dificil dizer, nunca sabemos ao certo de onde que saíram os nossos gostos pessoais, sabemos porém que todos eles são vindos de algum tipo de experiência pessoal com aquela comida ou gosto, que foi boa ou ruim.

lancheSegundo agumas pesquisas feitas pela Revista Crescer “Existem quatro sabores, e eles são inatos: doce, salgado, amargo e ácido. Pesquisas demonstram que bebês têm preferência pelo doce. Sorriem quando recebem açúcar e fazem caretas quando provam o amargo. Também há diferenças individuais que podem estar associadas ao grau de sensibilidade que cada um tem aos sabores. Mas o paladar não é formado só assim: odores, texturas e o prazer que a comida proporciona fazem diferença. Além da percepção geneticamente determinada, algumas dimensões, como a familiar e a cultural, orientam as preferências. A criança nasce com uma certa predisposição para gostar de uma comida e fazer cara feia para outras, mas a educação que recebe também vai influenciar.”

brincandoÉ importante percebermos o quanto a nossa atitude influencía na escolha da criança. Na hora do lanche as crianças precisam ser orientadas e dirigidas ao escolher o que querem ou não querem comer. Aprendi a dar-lhes sempre duas opções: Podem não comer a fruta se tomarem o leite/suco e podem não tomar o leite/suco se comerem a fruta. Nessa situação a criança tem a chance de escolher, mas também entende que precisa do auxilio destes alimentos para que possa crescer saudável e forte.

Existem alguma táticas que nos ajudam a alcançar nossos pequeninos, algumas delas são as seguintes:

– Conte-lhes uma história sobre um menino fraco e um menino forte, explicando como o menino forte era feliz porque dava uma chace para os verdinhos, as frutas, e todos os cereais (arroz, feijão, lentilha e etc)

– Crie receitas malucas com suas crianças que só possam ser feitas com verduras, legumes ou frutas. (adicionar leite condensado, chocolate ou açucar no caso das frutas ou tempero pronto, requeijão e presunto no caso das verduras e legumes são táticas que dão certo!)

– Explique os sucos como vitaminas poderosas, como as bebidas mágicas de algum “super-herói” que as próprias crianças podem criar.

– Incentive-os a esolherem uma fruta, verdura ou legume favoritos, crie um bonequinho e faça-os brincar com este.

Essas são apenas algumas dicas. Você pode ir muito mais longe, trabalhando diáriamente com estes conceitos.

E você, tem alguma tática?

http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI2290-15064,00.html

http://www.supernanny.com.br/blog/2009/07/como-fazer-crianca-comer-verduras-e.html

Era Uma Vez…

Setembro 17, 2009

menino lendo jornalEra uma vez… Uma sala de aula repleta de alunos curiosos e cheios de vida. Nesta sala havia uma professora, daquelas que gostava muito de inspirar os alunos de todas as formas possíveis, até mesmo na maneira de se vestir. Esta professora acreditava nas muitas capacidades de seus alunos. Esta professora sabia contar histórias!!

A história, quando contada de maneira envolvente, tem a capacidade de permitir que as crianças desenhem em suas mentes os personagens, as situações e que se identifiquem ou não com estes. Quando estamos contando uma história é muito importante não deixar os detalhes passarem batidos, pois os detalhes dão a essência, e é você quem vai dar um tom à história ou não. É você quem vai imitar o “patinho feio”, inventar um movimento para os sons cantados pela “bela adormecida”, ou simplesmente ler o livro como uma coluna de jornal.

Devemos considerar que no momento da história as crianças precisam estar dispostas de maneira que possam ver e ouvir ao mesmo tempo, por isso usamos a roda. Se você colocar um colchão de ginástica, almofadas ou simplesmente desenhar um circulo no chão, você esta auxiliando o entendimento das crianças de que aquele momento foi separado pra ser dividido naquele espaço específico.

Na hora de escolher a história, seja criativa. Sente-se você diante de vários livros, sozinha, e leia-os com muita atenção, imagine-se contando enquanto os lê, construa suas próprias imagens e procure trazer para a sala de aula algum brinquedo, desenho ou objeto em geral que possa ser relacionado com a história para que as crianças possam experimentar aquele momento junto com você. Não se preocupe tanto assim com a qualidade do livro ou o número de enfeites e “pop-up’s” que este tem, ao invés disto, invista em uma boa história e crie você mesma o seu material.

chapeuzinho vermelhoNa história da “Chapeuzinho Vermelho”, por exemplo, você pode pegar uma caixa simbolizando o lobo (pode fazer o desenho do lobo, ou vestido com roupas de Vovó e etc.) e colocar dentro da caixa as diversas coisas que o Caçador pode ter achado ao abrir a barriga do lobo antes de encontrar a Vovó e a Chapeuzinho, como: um ovo frito, uma espinha de peixe, casca de banana e etc. (use cartolina de diferentes cores para montar estes objetos).

(exemplo retirado de uma programação do Museu Lasar Segall)

É importante também, que depois de contar a história, você permita a construção e confecção de algum material que seja feito pelas crianças. Isso torna aquele momento além de produtivo, muito prazeroso. Ao construir a criança vai recontando em sua mente ou até mesmo em voz alta tudo o que observou, e isto gera um gosto pela leitura, leitura do momento, leitura das palavras que a professora diz. Assim nós estamos estimulando nossos pequenos a ler, e fazerem isto com gosto.

Uma sugestão é visitar o Museu Lasar Segall. Como está descrito no site da Folha Online:

educadora narrando história“No primeiro domingo de cada mês, às 16h, há rodas e cirandas no jardim, nas quais uma contadora narra histórias de autores como Hans Christian Andersen e Câmara Cascudo, além de contos populares. No segundo domingo, às 15h, ocorre o projeto “Oficina de Arte”: no dia 10/8, a proposta é que pais, crianças a partir de cinco anos e adolescentes construam um livro com materiais incomuns. No terceiro domingo de cada mês, às 15h, é a vez do “Arte em Família”, com atividades lúdicas sobre Lasar Segall para crianças acompanhadas de adultos. Inscrições uma hora antes dos eventos.”

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u429912.shtml

Assita: “Histórias do Dedão do Pé do Fim do Mundo”

http://marciaroth.blogspot.com/2009/02/historias-da-unha-do-dedao-do-pe-do-fim.html

Ambiente Cooperativo

Setembro 16, 2009

Ambiente EscolarTrabalhar com crianças de 1, 2 e 3 anos pode se tornar um desafio em termos pedagógicos. Como desenvolver temas, conteúdos e todos os objetivos pré – estabelecidos no começo do semestre sem perder o foco em meio as fraldas, choros, mordidas e cansaço das crianças?

Existem muitos materiais que podem nos auxiliar com o desenvolvimento dessas atividades que estão disponíveis nas livrarias de todas as grandes cidades e nós ainda não conhecemos.

Então separei aqui algumas dicas pra você saber como preparar melhor o seu espaço dentro de sala de aula de forma que os materiais e o ambiente sejam cooperativos no processo de ensino e aprendizagem.

– É importante separar um tempo, talves durante o fim – de – semana, para visitar as livrarias e sentar-se junto aos livros infantis.

– Separar uma hora por semana para assistir um desenho animado sobre o qual as crianças comentam.

–  Ler um livro infanto -juvenil por semestre (pelo menos).

–  Ouvir músicas para crianças.

– Ler muito sobre pedagogia (autores como Paulo Freire, Piaget, Vigotsky, Kammi, Dewey e muitos outros).

– Desevolver atividades de observação onde você possa descobrir quais são os maiores interesses das crianças.

– Deixar os materiais e também as produções das crianças na mesma altura destas (quanto expostos em prateleiras ou nas paredes), para que possam experimentar tocá-los e saber que tem acesso àquilo.

– Procurar mantêr apenas o que pode ser experimentado à vista, pois estas crianças estão passando por um processo impoortante em sua “primeira infância” onde tudo aquilo que podem ver elas também querem tocar.

Galinha Pintadinha

– Faça com que as crianças sintam o seu entusiasmo em fazer parte daquela turma.

– Brinque junto com eles.

Alguns materiais que ajudam muito são:

O DVD da “Galinha Pintadinha”, é um DVD com cantigas antigas e mais atuais que mantém nossas crianças muito atentas e com vontade de cantar junto, reproduzindo os sons e os movimentos.

LivroCom um bom livro nas mãos você pode contar a história ajudando as crianças a reproduzirem sons engraçados e também movimentos inventados por você mesma!

As crianças no geral amam livros, gostam de ouvir histórias e param pelo menos por alguns poucos minutinhos para saber o que é que você esta fazendo com alguma coisa tão legal nas mãos!

Não importa exatamente qual o material que você vai usar, o importante é você descobrir o seu espaço, e criar um ambiente cheio de atividades que são produtivas para as crianças e que elas também gostem de realizar.

Uniformemente Diferenciados

Setembro 1, 2009

arteQuando trabalhando com suas crianças você está explicando um certo conteúdo, “Joãozinho” faz um comentário que aparentemente não tem nada a ver com a aula e faz as meninas rirem, do outro lado a “Mariazinha” aproveitou-se da situação para cochichar algo no ouvido da amiga e em menos de um minuto você perdeu a atenção da sala. Dependendo da idade de seus alunos você nem precisa de nenhum comentário, as crianças começam a viajar dentro de si mesmas depois de uma aula que você passou semanas preparando com a maior ansiedade certa de que aquele momento seria o mais marcante do universo escolar daqueles pequeninos, e o assunto nem chega a durar 10 minutos.

É preciso ter o famoso “jogo de cintura” e saber como lidar com situações diferentes sem utilizar o manual de instruções ou até mesmo o auxilio de alguém – Não seria suficiente contar com os planos A ou B, você precisa ter mais algumas cartas de sobra na manga, precisa ficar esperta e ser firme, calma e constante em sua fala e atitude o tempo todo.

Muitas vezes no meio de tudo isso, perdemos o rumo dos conteúdos que estão lá e precisam ser dados, perdemos o “fio da meada” e já não sabemos mais como trazer de volta nossos pequenos gênios de forma envolvente. Acabamos nos irritando e tendo que lidar com muitos mais planos B’s do que gostaríamos. E é nessa hora que deixamos de considerar os detalhes, deixamos de enxergar os alunos. Andamos rumo a ordem e esquecemos do resto…Passamos por cima do desenvolvimento pedagógico de cada criança enquanto lutamos tanto pela uniformidade de uma classe.

HiperativaQuando trabalhamos duro para padronizar uma sala de aula, estamos suando a toa, pela causa errada. Nossos alunos precisam sim de um ambiente organizado que lhes ofereça condições suficientes para um ensino e aprendizagem profundos, mas esse ambiente só é de fato efetivo quando atinge o grupo na íntegra. Grupos são compostos por crianças diferentes, que por sua vez possuem habilidades e singularidades diferentes. Temos que andar perto o suficiente dos nossos alunos a ponto de podermos dizer quais são essas singularidades, sua maiores dificuldades e conquistas na aprendizagem! As vezes o aluno que não sabe nem pular na aula de esportes, é o mesmo alunos que, mesmo sendo o mais novo da turma, se destaca em matemática ao entender e brincar com números em sua mente.

Pessoas são diferentes e precisam ser enxergadas assim. Pensando nisso é que precisamos continuar nos confrontando com nossos desafios diários, na certeza de um resultado ao final de cada aula, cada semana, cada mês, semestre, ano e etc. É sim muito importante a certeza de que todas as crianças saibam lidar com disciplina, regras, horários e questões que envolvem a ordem em geral, mas esse não pode se tornar nosso objetivo principal como educadores. A escola e o professor, principalmente na Educação Infantil, devem estimular apesar de todas as dificuldades e não reprimir por conta de muitas lutas, ao aluno.

Para quem quer ir além:

Palmada no Bumbum?

Agosto 25, 2009

PalmadaCrianças: seres doces e amáveis com os quais nós tanto gostamos de nos relacionar e estar junto. Do jeitinho que eles são nos fazem querer estar mais perto, nos movem de maneira que passamos a querer ser mais e nos admiram fazendo-nos crecer… Trocamos momentos de aprendizagem, carinho, dificuldade, desenvolvimento e tantas outras coisas que nos fazem criar laços mais fortes do que um simples contrato entre aluno e professor.

Mas todo educador tem estocadas, em uma de suas prateleiras da mente, histórias divérsas sobre situações nas quais esses pequeninos têm algo a dizer em algum momento descabido ou inesperado, quando ainda estão aprendendo a nos testar e acima de tudo estão quando estão aprendendo as relações de autoridade que existem em seu mundo. O cuidado que temos que ter neste momento é com a seguinte situação: Crianças também manipulam e gostam de mandar nos outros e em si mesmas!

Toda criança passa por sua fase desoediente quando não aceita nenhuma instrução dos adultos e regras sociais ao seu redor. Pode ser apenas uma fase se for tratada com correção, ou pode se tornar um problema de personalidade se vista com descaso.

Que a criança precisa ser corrigida todos sabemos, mas como corrigir é aonde mora a dúvida.

Fabiana é um pedagoga que trabalha com a educação infantil e tem um filho de 4 anos, em uma de nossas conversas sobre correção ela disse: “Sabe, eu acho que as vezes até exagero, meu filho reclama muito quando eu berro e chega até a ficar assustado. Mas eu cumpro com minha palavra, dou castigo, palmada e tiro alguns privilégios se for preciso, sinto dó, mas ele me respeita porque sabe que eu cumpro” – Essa atitude é uma atitude difícil de ter mas muito respeitável. Quando somos firmes cumprindo com a punição em casos de desrespeito e desobediência, também estamos permitindo reflexões e o desenvovimento da consrução de valores.

Laura é psicóloga e tem dois filhos, um de 5 anos e outro de 1 aninho. Quando nos ouviu conversando sobre “palmadas”, Laura nos contou sobre sua experiência com seus filhos também: “Olha, as vezes meu menino mais velho me dá muito trabalho, mas eu sinto que ele não liga de ser castigado. É que eu tenho dó sabe? Quando chega na hora de fazer o que falei que ia fazer eu acabo não fazendo”

Cada mãe tem sua vivência e também seus próprios filhos. Nós que assistimos de fora, como educadores, tios, avós, amigos, padrinhos, primos e etc, achamos que entendemos bem a situação. Mas afinal de contas – Devemos ou não dar umas palmadas em situações de necessidade?

Para quem quer saber mais:

http://ajudaemocional.tripod.com/rep/id86.html

http://www.espacoacademico.com.br/042/42lima.htm

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u3629.shtml

Responsabilidade Ambiental

Agosto 20, 2009

ConsumoMeio Ambiente. Sabemos bem da importância deste para a sobrevivência do nosso planeta e o bem estar de todos nós que nele vivem. Este porém ainda é um assunto sobre o qual “muito se fala e pouco se faz”.  Ainda é perceptível uma grande dificuldade em relação a compreensão deste assunto, além da falta de disposição e comprometimento que são fatores que acabam por dificultar os processos de: conscientização coletiva e consumo consciente.

Normalmente quando pensamos na palavra “consumo” traduzimos imediatamente esta palavra em nossas mentes por: compras! A palavra “consumo” traz consigo um resumo de muitas outras atividades de nossas rotinas. Desde a hora em que acordamos até o final de nossos dias, consumimos todos os tipos de coisas que precisamos e não precisamos para viver: água, eletricidade, comida, combustível e etc.

Se pararmos para refletir em relação ao consumo consciente de maneira mundial, podemos lembrar que esta é uma questão abordada desde 1997, com o Protocolo de Kyoto (que será substituido por um novo tratado climático em 2012, ainda não definido que deve ser divulgado até Dezembro de 2009 ) que foi uma das grande medidas tomadas pela ONU (Organização das Nações Unidas) que formalizou no Japão (1997), o termo de compromisso dos países desenvolvidos em relação a diminuição de emissão dos gases poluentes que trazem malefícios ao ar e a atmosfera. Isso fez com que a atividade de consumo destes países tomassem novas proporções, minimizadas e controladas.

No Brasil o Ministério do Meio Ambiente (MMA), criado em novembro de 1992, visa a promoção e a adoção de conceitos e  estratégias na busca do conhecimento a respeito, da proteção e recuperação do meio ambiente, do uso sustentável dos recursos naturais, da valorização dos serviços ambientais e a inserção do desenvolvimento sustentável na formulação e na implementação de políticas públicas.

A partir disto entendemos que estamos diante de uma situação preocupante, mas também não estamos parados, agindo aos poucos o Brasil e o Mundo estão mudando a história do Planeta Terra.

Water CupTodas essas informações são um sinal de alerta para nós educadores. É necessário que esta luta faça parte da nossa prática de ensino, garantindo que o processo de aprendizagem das nossas crianças seja abrangente o suficiente de maneira que crescendo – nossos alunos, filhos, sobrinhos, netos e pequeninos em geral – desenvolvam uma responsabilidade social e ambiental.

Quando limitamos esta questão à produção de lixo ou organização do mesmo, estamos escondendo o resto desta realidade – Precisamos desenvolver o consumo consciente!

Algumas dicas:

– O incentivo do uso de copos não descartáveis para seus alunos, cada aluno traz de casa seu próprio copo.

EcobagA ultilização de “Ecobags”, que são sacolas produzidas a partir de tecidos reaproveitáveis e ecológicos para compras de mercado, padaria ou qualuqer tipo de alimento.

– A conscientização de seus alunos em relação ao consumo da água: contar até quatro ao lavar as mãos e gastar apenas 10 minutos do banho por exemplo.

– Reciclar papel e utilizar-se de retalhos.

– Economizar eletricidade: abolir o uso de ar condicionado!

– Juntar óleo de cozinha em um vidro e entregar em algum posto de tratamento que se utilizará deste óleo para produzir sabão.

Veja mais:

http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=88

http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=44788

http://www.mma.gov.br/sitio/

http://www.kidsforsavingearth.org/