Posts Tagged ‘criança’

Dica do Mês: Lego!

Agosto 4, 2010

Durante as férias de Julho, me percebi um tanto vaga e sem muito o que fazer enquanto todos os outros membros da minha família estavam trabalhando. Foi brincando de encontrar coisas antigas no meu armário que me surgiu na memória “o lego!!!”. Daí então surgiu a dica deste mês: o lego!

Lembro bem desta figura: meu irmão brincando de lego e eu inventando coisas “de menina” com o lego dele, completamente desatenta ao fato de que aquelas pecinhas construiam aviões e coisas do tipo. É incrível como era fácil fazer a asa de uma aeronave se transformar em um cone de sorvete ou num chapéu.

Depois de desenterrar esta memória resolvi procurar sites de venda na internet, para buscar o meu único e tão feliz amigo lego! Para a minha surpresa, não só encontrei o lego, encontrei o lego ROSA! Sim! Lego para meninas… Cada caixa mostrava opções com mais ou menos peças e etc. Fiquei tão feliz! Eu, uma pedagoga, de 21 anos, estava ansiosa para gastar minhas férias brincando de lego.

Fiz o pedido e alguns dias depois ele estava lá, até mesmo a minha cunhada quiz brincar. Como é bom desfrutar das alegrias de entender e gostar de estar com crianças, e até quem sabe de vez em quando dividir os mesmos intersses e atividades.

Para quem quer mais:

http://www.submarino.com.br/produto/3/21576241

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Amigo Secreto

Dezembro 6, 2009

O Natal está chegando! Ueba!

Bom, já que já estamos contando os dias, vamos falar de Natal! Além das amêndoas, panetones, enfeites e botinhas,  todo Natal pede por um amigo secreto. Amigo secreto de brincadeira, de “roubar”, de trocar ou o sério mesmo, da maneira que for, é a melhor forma de se divertir com o stress da procura por presentes. Todo mundo sai ganhando e ninguém precisa sair falido. 

A pedagoga com quem trabalho teve a genial e simples idéia de fazer, em sala de aula, um amigo secreto de chocolates. As crianças estão super empolgadas. Elas devem também criar um cartão para o seu amigo secreto, que não pode ser comprado, elas devem confeccioná-lo!

Não deixe o seu Natal passar em branco antes do final do seu semestre com seus alunos. Lembre-se que este final de ano também é o fechamento do seu tempo com eles. Enfeite sua sala, faça a contagem regressiva, conte histórias de Natal e se prepare para muita diversão!

Mamãe está grávida, de novo!

Novembro 11, 2009
Grávida

Stela (mãe), Lelê (filha) e o meninão que está chegando!

A chegada de outro bebê a uma família onde já existe uma criança sempre traz uma tensão de drama e ciúmes para a vida familiar. A pedidos de uma leitora e colega muito especial, Stela Romano, neste post vamos falar sobre a chegada do primeiro irmão a uma família, e como lidar com seus filhotes enciumados.

Para nós educadores, é evidente a mudança de comportamento de uma criança que está para ganhar um irmão ou uma irmã. Mesmo as crianças mais “bem resolvidas”, como gostamos tanto de categorizar as pessoas que não aparentam problematizar muito as coisas, sentem-se extremamente abaladas em algum momento com a chegada de uma nova criança. Sentem-se substituídas, confundem a apreciação pelo outro com rejeição de si. O sentimento de que o mundo de repente não está mais em sintonia com as suas ações, mimos e vontades, sendo estes saudáveis ou exagerados.

As reações são diversas e não muito classificáveis, mas aqui vão algumas dicas que podem te ajudar a preparar o seu filho da melhor forma possível para esta situação:

– A primeira coisa a ser feita é contar ao filho mais velho, mostrando à ele que pode e deve se entusiasmar com você. Se você ficar preocupada, tensa e com medo de contar-lhe, ele pode acabar descobrindo. As crianças têm uma grande capacidade de captar as coisas “no ar”, elas sabem se o ambiente esta tenso e estão atentas às suas palavras e conversas. Evite este tipo de situação, pois você pode perder momento certo e a oportunidade de dividir isto com ele. A verdade é sempre a melhor saída.

Grávida– Envolva o seu filho na espera do bebê. Assim você pode incluí-lo em alguma etapas deste processo, por exemplo, mostrando-lhe as fotos do ultra-som ou pedindo ajuda quando for comprar alguma coisa para o bebê. Faça-o sentir que a sua colaboração é essencial.

– Torne deste tempo, uma fase animada para ele. Ajude o seu filho a sentir-se entusiasmado porque esta crescendo. Dê-lhes novos privilégios e “criança grande”, você pode estabelecer novos horários e atividades para ele, por exemplo: por ser mais velho agora ele pode ir sozinho com o pai, ou só com a mãe, uma vez por semana, tomar sorvete. Um tempo que é só dele com os pais (ou só com um dos dois).

– Se você está pensando em dar coisas do seu primogênito ao bebê que está chegando, faça com que primeiro, antes da chegada do bebê, ele “decida” dar estas coisas. Você pode conversar com ele e contar histórias de crianças maiores que ajudam seus irmãos mais novos dando à eles aquilo que não precisam mais porque agora já são mais velhos. As histórias não são a única opção, você pode fazer isso de diversas formas, o mais importante é que a decisão seja da criança.

– Na chegada do bebê, certifique-se de que a rotina do seu filho não seja abalada. Se precisar, peça ajuda de outros, mas principalmente nos primeiros dias, ele não pode se sentir esquecido. Explique como é difícil para o bebê a sua “chegada ao mundo” quando for para o hospital, e peça para que ele faça algum presentinho para o bebê, assim você o inclui nesta hora que ele não pode vivenciar com você.

O bebê que está chegando é um presente para toda a família, você vai ver!

Em Dia Com a Vida!

Novembro 3, 2009

O final do ano está chegando!

AbacadaPara nós educadores ele chega cheio de prazos, reuniões, ensaios, preparações e muito stress! É muito difícil manter o ritmo sem prejudicar a própria saúde, afinal de contas algumas de nós ainda estão estudando, outras têm filhos e outras ainda têm mais do que um emprego. Isso significa que além de nossos alunos, temos milhões de outros prazos, obrigações e metas para atingir antes da virada final de 2009 para 2010.

Não tenho nenhuma formula milagrosa de como resolver todos os seus problemas em 5 dias, mas com certeza podemos pensar em algumas maneiras de lidar com a correria, sem ter que deixar de dormir para fazer tudo. Afinal de contas stress e criança é uma combinação terrível, e não queremos passar isso para os nossos alunos, não é mesmo?

Mãos à obra!

Algumas dicas de como manter a vida em dia:

– Estabeleça prazos no começo do semestre.

42-17422031Sejam eles para a sua família, trabalho, estudos ou qualquer coisa. Sente com calma no começo de cada semestre e estabeleça metas, aonde você tem que chegar e como vai dividir suas tarefas com o tempo que você tem. Crie um Calendário anual e deixe-o à vista, para não ter que deixar nada além do acaso para a ultima hora.

– Não perca suas noites!

No começo do caos a primeira reação de todos nós é começar a transferir as atividades para a noite! Mas preste bastante atenção, quando ficamos sem dormir, não rendemos bem durante o dia, o que significa que muito provavelmente você comece a trocar o seu rendimento do dia pelo rendimento da noite! Dai você perde seu sono e também seu rendimento. Pense em maneiras de reaproveitar seu tempo. Pare um pouco de assistir novelas e tome algumas horas dos finais de semana, aos poucos você chega lá!

– Abra mão do que não é necessário. 

Nesta ultima semana, deparei-me com as seguintes ocupações: seminários e provas da faculdade, emprego, trabalhos de free lancer, este blog e uma matéria que faço pela Internet!!! Não dá! O mundo não cabe dentro do nosso abraço. É muito importante seguir seus sonhos e trabalhar duro pra isso, mas não se perca no processo, lembre-se de seus objetivos iniciais e abra mão de uma das milhões de coisas que você faz se for preciso.

 – Tenha um descanso significativo!

Seu tempo de descanso é pequeno? Torne-o produtivo de forma que naquele tempo você consiga descansar sem ter mais preocupações ou atividades atrapalhando o seu sono. Deixe tudo de lado, aperte o “pausa”, e sossegue um pouco. Você quer alcançar suas metas, mas você precisa muito de um corpo saudável para isto!

– E por último, CALMA!

O ano está quase terminando, você vai conseguir…

Violência Infantil

Outubro 22, 2009

ViolênciaA violência é uma palavra que se expressa em diversas ações, sendo elas verbais ou físicas. Infelizmente a violência se expressa também dentro da Educação Infantil, partindo de professores, educadores e também das próprias crianças.

Quando a violência é expressa pelo professor, normalmente ela acontece de forma verbal, afinal de contas um professor que não sabe “encostar” de maneira apropriada nos alunos, sem machucá-los ou ofendê-los, não permanece por muito tempo nesta profissão. Essa violência verbal acontece contra a criança de maneira que por algum motivo de frustração: falta de atenção, comportamento aparentemente ou de fato inadequado, agressividade iniciada por parte do aluno e diversos outros motivos o professor assume uma atitude agressiva.

Professora Brava

Muitas vezes o professor se frustra com a não produção de um aluno, essa frustração vai gerando no professor uma atitude de pré estabelecimento em relação às expectativas que tem da produção do aluno. Quanto mais este processo se desenrola, mas raiva isto gera no educador. É aí que temos que tomar cuidado, pois todos nós professores temos que lidar com situações como estas em algum momento, é preciso entender a criança com um olhar mais alto do que o nível aonde ela está, e entender que nós podemos colaborar para que ela mude, instruindo-as por caminhos onde esta sempre sinta-se capaz de desenvolver o que colocamos em nossas propostas de aula.

Quando um aluno ouve do professor que não sabe fazer algo direito, quando leva uma bronca onde o professor expõe sua opinião de forma negativa na frente dos outros ou quando se sente deixado de lado pelo professor que está muito ocupado cuidando de outros alunos, este aluno passa a ter raiva e medo deste professor. Isto é violência contra a criança, e temos que ficar atentos, sabendo que isto não deve nem pode acontecer.

Outro tipo de violência que pode acontecer é chamada de BULLYING,”este termo compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outros, causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre os alunos e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.”

Dentro da educação infantil esta não é uma realidade gritante, mas o bullying pode entrar na educação infantil a partir do momento que ele anda em ciclos. Muitas vezes os pais destas crianças são violentos, porque sofreram de ou causaram o bullying, e provocam uma atitude violenta para com os colegas por parte da criança. Também temos que lembrar do contato que as crianças mais novas têm com as mais velhas (onde o bullying ocorre), e a vontade e admiração que as motivam a agir igual. Assim, temos que tratar com muito cuidado, e desenvolver com paciência casos de violência entre as crianças, deixando muito claro que esta atitude é errada. Podemos usar também de diferentes ferramentas para unir as crianças e fazê-las agir de maneira que sempre se entendam como iguais.

A violência contra a criança é crime, e nós educadores temos que lutar pela segurança de nossas crianças. A violência na rua, dentro de casa ou na escola pode mudar a vida de um ser humano, marcando-o negativamente de maneira que cause danos psíquicos e/ou físicos!

Meu Lanchinho

Setembro 29, 2009

comendoÉ hora do lanche, que hora tão feliz? Dias com hot-dog, pizza, e bisnaguinha fazem do lanche uma hora bem feliz, mas e os dias com patê de ricóta, pão integral e bolo sem cobertura de chocolate?

Quando será que nós realmente já sabemos do que gostamos, ou não, de comer? É dificil dizer, nunca sabemos ao certo de onde que saíram os nossos gostos pessoais, sabemos porém que todos eles são vindos de algum tipo de experiência pessoal com aquela comida ou gosto, que foi boa ou ruim.

lancheSegundo agumas pesquisas feitas pela Revista Crescer “Existem quatro sabores, e eles são inatos: doce, salgado, amargo e ácido. Pesquisas demonstram que bebês têm preferência pelo doce. Sorriem quando recebem açúcar e fazem caretas quando provam o amargo. Também há diferenças individuais que podem estar associadas ao grau de sensibilidade que cada um tem aos sabores. Mas o paladar não é formado só assim: odores, texturas e o prazer que a comida proporciona fazem diferença. Além da percepção geneticamente determinada, algumas dimensões, como a familiar e a cultural, orientam as preferências. A criança nasce com uma certa predisposição para gostar de uma comida e fazer cara feia para outras, mas a educação que recebe também vai influenciar.”

brincandoÉ importante percebermos o quanto a nossa atitude influencía na escolha da criança. Na hora do lanche as crianças precisam ser orientadas e dirigidas ao escolher o que querem ou não querem comer. Aprendi a dar-lhes sempre duas opções: Podem não comer a fruta se tomarem o leite/suco e podem não tomar o leite/suco se comerem a fruta. Nessa situação a criança tem a chance de escolher, mas também entende que precisa do auxilio destes alimentos para que possa crescer saudável e forte.

Existem alguma táticas que nos ajudam a alcançar nossos pequeninos, algumas delas são as seguintes:

– Conte-lhes uma história sobre um menino fraco e um menino forte, explicando como o menino forte era feliz porque dava uma chace para os verdinhos, as frutas, e todos os cereais (arroz, feijão, lentilha e etc)

– Crie receitas malucas com suas crianças que só possam ser feitas com verduras, legumes ou frutas. (adicionar leite condensado, chocolate ou açucar no caso das frutas ou tempero pronto, requeijão e presunto no caso das verduras e legumes são táticas que dão certo!)

– Explique os sucos como vitaminas poderosas, como as bebidas mágicas de algum “super-herói” que as próprias crianças podem criar.

– Incentive-os a esolherem uma fruta, verdura ou legume favoritos, crie um bonequinho e faça-os brincar com este.

Essas são apenas algumas dicas. Você pode ir muito mais longe, trabalhando diáriamente com estes conceitos.

E você, tem alguma tática?

http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,,EMI2290-15064,00.html

http://www.supernanny.com.br/blog/2009/07/como-fazer-crianca-comer-verduras-e.html

Era Uma Vez…

Setembro 17, 2009

menino lendo jornalEra uma vez… Uma sala de aula repleta de alunos curiosos e cheios de vida. Nesta sala havia uma professora, daquelas que gostava muito de inspirar os alunos de todas as formas possíveis, até mesmo na maneira de se vestir. Esta professora acreditava nas muitas capacidades de seus alunos. Esta professora sabia contar histórias!!

A história, quando contada de maneira envolvente, tem a capacidade de permitir que as crianças desenhem em suas mentes os personagens, as situações e que se identifiquem ou não com estes. Quando estamos contando uma história é muito importante não deixar os detalhes passarem batidos, pois os detalhes dão a essência, e é você quem vai dar um tom à história ou não. É você quem vai imitar o “patinho feio”, inventar um movimento para os sons cantados pela “bela adormecida”, ou simplesmente ler o livro como uma coluna de jornal.

Devemos considerar que no momento da história as crianças precisam estar dispostas de maneira que possam ver e ouvir ao mesmo tempo, por isso usamos a roda. Se você colocar um colchão de ginástica, almofadas ou simplesmente desenhar um circulo no chão, você esta auxiliando o entendimento das crianças de que aquele momento foi separado pra ser dividido naquele espaço específico.

Na hora de escolher a história, seja criativa. Sente-se você diante de vários livros, sozinha, e leia-os com muita atenção, imagine-se contando enquanto os lê, construa suas próprias imagens e procure trazer para a sala de aula algum brinquedo, desenho ou objeto em geral que possa ser relacionado com a história para que as crianças possam experimentar aquele momento junto com você. Não se preocupe tanto assim com a qualidade do livro ou o número de enfeites e “pop-up’s” que este tem, ao invés disto, invista em uma boa história e crie você mesma o seu material.

chapeuzinho vermelhoNa história da “Chapeuzinho Vermelho”, por exemplo, você pode pegar uma caixa simbolizando o lobo (pode fazer o desenho do lobo, ou vestido com roupas de Vovó e etc.) e colocar dentro da caixa as diversas coisas que o Caçador pode ter achado ao abrir a barriga do lobo antes de encontrar a Vovó e a Chapeuzinho, como: um ovo frito, uma espinha de peixe, casca de banana e etc. (use cartolina de diferentes cores para montar estes objetos).

(exemplo retirado de uma programação do Museu Lasar Segall)

É importante também, que depois de contar a história, você permita a construção e confecção de algum material que seja feito pelas crianças. Isso torna aquele momento além de produtivo, muito prazeroso. Ao construir a criança vai recontando em sua mente ou até mesmo em voz alta tudo o que observou, e isto gera um gosto pela leitura, leitura do momento, leitura das palavras que a professora diz. Assim nós estamos estimulando nossos pequenos a ler, e fazerem isto com gosto.

Uma sugestão é visitar o Museu Lasar Segall. Como está descrito no site da Folha Online:

educadora narrando história“No primeiro domingo de cada mês, às 16h, há rodas e cirandas no jardim, nas quais uma contadora narra histórias de autores como Hans Christian Andersen e Câmara Cascudo, além de contos populares. No segundo domingo, às 15h, ocorre o projeto “Oficina de Arte”: no dia 10/8, a proposta é que pais, crianças a partir de cinco anos e adolescentes construam um livro com materiais incomuns. No terceiro domingo de cada mês, às 15h, é a vez do “Arte em Família”, com atividades lúdicas sobre Lasar Segall para crianças acompanhadas de adultos. Inscrições uma hora antes dos eventos.”

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u429912.shtml

Assita: “Histórias do Dedão do Pé do Fim do Mundo”

http://marciaroth.blogspot.com/2009/02/historias-da-unha-do-dedao-do-pe-do-fim.html

Desenhos que Falam

Setembro 10, 2009

FlowerEra uma vez um menino. Ele era bastante pequeno e estudava numa grande escola. Mas, quando o menino descobriu que podia ir à escola e, caminhando, passar através da porta ficou feliz. E a escola não parecia mais tão grande quanto antes.
Certa manhã, quando o menininho estava na aula, a professora disse:
– Hoje faremos um desenho.
– Que bom! Pensou o menino. Ele gostava de fazer desenhos. Podia fazê-los de todos os tipos: leões, tigres, galinhas, vacas, barcos e trens. Pegou então sua caixa de lápis e começou a desenhar. Mas a professora disse:
– Esperem. Ainda não é hora de começar. E ele esperou até que todos estivessem prontos.
– Agora, disse a professora, desenharemos flores.
– Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de desenhar flores. E começou a desenhar flores com seus lápis cor-de-rosa, laranja e azul. Mas a professora disse:
– Esperem. Vou mostrar como fazer. E a flor era vermelha com o caule verde.
Num outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre, a professora disse:
– Hoje faremos alguma coisa com barro.
– Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de barro. Ele podia fazer todos os tipos de coisas com barro: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e a amassar a sua bola de barro. Mas a professora disse:
– Esperem. Não é hora de começar. E ele esperou até que todos estivessem prontos.
– Agora, disse a professora, faremos um prato.
– Que bom! Pensou o menininho. Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos. A professora disse:
– Esperem. Vou mostrar como se faz. E ela mostrou a todos como fazer um prato fundo. Assim, disse a professora, podem começar agora.
O menininho olhou para o prato da professora. Então olhou para seu próprio prato. Ele gostava mais de seu prato do que do da professora. Mas não podia dizer isso. Amassou o seu barro numa grande bola novamente e fez um prato igual ao da professora. Era um prato fundo.
E, muito cedo, o menininho aprendeu a esperar e a olhar, e a fazer as coisas exatamente como a professora fazia. E, muito cedo, ele não fazia mais as coisas por si mesmo.
Então aconteceu que o menino e sua família mudaram-se para outra casa, em outra cidade, e o menininho teve que ir para outra escola.
No primeiro dia, ele estava lá. A professora disse:
– Hoje faremos um desenho.
– Que bom! Pensou o menininho. E ele esperou que a professora dissesse o que fazer. Mas a professora não disse. Ela apenas andava pela sala. Então, veio até ele e falou:
– Você não quer desenhar?
– Sim, disse o menininho. O que é que nós vamos fazer?
– Eu não sei até que você o faça, disse a professora.
– Como eu posso fazer? Perguntou o menininho.
– Da mesma maneira que você gostar. Respondeu a professora.
– De que cor? Perguntou o menininho.
– Se todos fizerem o mesmo desenho e usarem as mesmas cores, como eu posso saber quem fez o quê e qual o desenho de cada um?
– Eu não sei, disse o menininho.
E ele começou a desenhar uma flor vermelha com caule verde.
Conto de Helen Barckley

DrawingOs desenhos falam – desenhar é a primeira forma de escrita da criança, o registro do que está na mente, é uma das formas de linguagem que toda criança deve ter a liberdade de desenvolver. Desenhos falam, diagnosticam e expressam muito sobre a maneira de ver o mundo que uma criança tem. Não devemos nos colocar diante do ensino de forma a reduzí-lo a prática de uma repetição, nem com os desenhos e nem com nada! A sala de aula dever ser um lugar onde a criança sente-se segura de si para expressar-se sem medos e sem restrições.

livro

Para quem quer mais:

O livro “As Cem Linguagens da Criança” é um livro que explica mais sobre um movimento nascido na Itália chamado Régio Emília – Vale a pena correr atrás e conhecer mais!

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=246931&sid=1891958951196579794320074&k5=D725979&uid=

Uniformemente Diferenciados

Setembro 1, 2009

arteQuando trabalhando com suas crianças você está explicando um certo conteúdo, “Joãozinho” faz um comentário que aparentemente não tem nada a ver com a aula e faz as meninas rirem, do outro lado a “Mariazinha” aproveitou-se da situação para cochichar algo no ouvido da amiga e em menos de um minuto você perdeu a atenção da sala. Dependendo da idade de seus alunos você nem precisa de nenhum comentário, as crianças começam a viajar dentro de si mesmas depois de uma aula que você passou semanas preparando com a maior ansiedade certa de que aquele momento seria o mais marcante do universo escolar daqueles pequeninos, e o assunto nem chega a durar 10 minutos.

É preciso ter o famoso “jogo de cintura” e saber como lidar com situações diferentes sem utilizar o manual de instruções ou até mesmo o auxilio de alguém – Não seria suficiente contar com os planos A ou B, você precisa ter mais algumas cartas de sobra na manga, precisa ficar esperta e ser firme, calma e constante em sua fala e atitude o tempo todo.

Muitas vezes no meio de tudo isso, perdemos o rumo dos conteúdos que estão lá e precisam ser dados, perdemos o “fio da meada” e já não sabemos mais como trazer de volta nossos pequenos gênios de forma envolvente. Acabamos nos irritando e tendo que lidar com muitos mais planos B’s do que gostaríamos. E é nessa hora que deixamos de considerar os detalhes, deixamos de enxergar os alunos. Andamos rumo a ordem e esquecemos do resto…Passamos por cima do desenvolvimento pedagógico de cada criança enquanto lutamos tanto pela uniformidade de uma classe.

HiperativaQuando trabalhamos duro para padronizar uma sala de aula, estamos suando a toa, pela causa errada. Nossos alunos precisam sim de um ambiente organizado que lhes ofereça condições suficientes para um ensino e aprendizagem profundos, mas esse ambiente só é de fato efetivo quando atinge o grupo na íntegra. Grupos são compostos por crianças diferentes, que por sua vez possuem habilidades e singularidades diferentes. Temos que andar perto o suficiente dos nossos alunos a ponto de podermos dizer quais são essas singularidades, sua maiores dificuldades e conquistas na aprendizagem! As vezes o aluno que não sabe nem pular na aula de esportes, é o mesmo alunos que, mesmo sendo o mais novo da turma, se destaca em matemática ao entender e brincar com números em sua mente.

Pessoas são diferentes e precisam ser enxergadas assim. Pensando nisso é que precisamos continuar nos confrontando com nossos desafios diários, na certeza de um resultado ao final de cada aula, cada semana, cada mês, semestre, ano e etc. É sim muito importante a certeza de que todas as crianças saibam lidar com disciplina, regras, horários e questões que envolvem a ordem em geral, mas esse não pode se tornar nosso objetivo principal como educadores. A escola e o professor, principalmente na Educação Infantil, devem estimular apesar de todas as dificuldades e não reprimir por conta de muitas lutas, ao aluno.

Para quem quer ir além:

Férias em Ação!

Junho 17, 2009

Poxa vida, até parece que eu tirei férias do blog, não é mesmo? Agora, passadas as semanas de seminários e provas, cá estou – de volta!

 Criança de FériasMas vamos logo ao assunto: Vamos falar de férias.

Crianças em geral, não precisam ser grandes e nem mesmo saber falar para sabermos quando estão tristes ou felizes, em sua maioria, são extremamente expressivas. No final do semestre, sinto que os rostinhos cansados e exaustos de tanta produção se transformam em rostos sorridentes e entusiasmados… Estamos falando de férias!

Alguns vão viajar para a praia (mesmo em julho!!), outros vão para o campo, uns ficam em hotéis, outros visitam familiares, alguns vão para fora do País e outros ficam em casa. De qualquer forma, são férias!

Para quem vai à praia – espero muito sol, para quem vai ao campo – espero vistas lindas, aos que vão visitar parentes – espero boas piadas e risadas, aos que ficam em hotéis – espero muita mordomia, e aos que ficam em casa – me dediquei em criar uma “lista do que fazer” tanto com os pequeninos que temos em volta de nós, quanto sozinhos,  de maneira que experimentamos coisas que podemos trazer as nossas crianças no próximo semestre!

Playthough– Fazer massa de modelar

Receita: 2 xícaras de farinha de trigo; 1 xícara de sal; adicionar água até chegar ao ponto de massa de pão; 2 colheres de sopa de óleo (pode ser de amêndoas) e corante comestível. Mexa tudo com as mãos até obter a consistência certa!

Cabana Jornal– Fazer uma cabana de jornal:

Para fazer os canudos você vai usar 4 folhas de jornal sobrepostas; Coloque um lápis no canto e enrole as 4 folhas; Cole o meio e deixe o lápis deslizar até fora do canudo. Faça 25 canudos que devem ter o mesmo comprimento; Use 3 canudos para fazer um triângulo, grampeie em cada canto. Repita até que você tenha 5 triângulos; Ligue os triângulos usando uma longa linha de canudos enfileirados, grampeá-los juntos; Use canudos na parte superior e grampeie no local; Levante os triângulos e grampeie as duas extremidades juntos. Fazer um canudo para adicionar à última quina; Utilize os 5 canudos restantes para fazer uma estrela. Grampeie no meio. Este será o telhado.

Muffin– Fazer Muffins

Receita: 1/2 xícara de leite; 7 colheres (sopa) de óleo; 1 ovo grande; 1/2 colher (chá) de extrato de baunilha; 1/3 xícaras de farinha de trigo com fermento; 1/3 xícara de açúcar; 12 colheres (chá) de geléia

Cobertura: 1/2 xícara de manteiga sem sal derretida; 1/2 xícara de açúcar;

Pré-aqueça o forno a 190ºC. Peneire a farinha numa tigela e misture o açúcar. Com um garfo, bata juntos o leite, óleo, ovo e baunilha. Faça uma “cova” nos ingredientes secos e despeje os líquidos nela, mexendo tudo rapidamente. Coloque um pouquinho de massa no fundo de cada forminha, adicione 1 colher (chá) de geléia (ou outro recheio que você preferir) e cubra com mais massa.

Asse por cerca de 20 minutos ou até que estejam completamente assados.

Retire-os do forno e proceda da seguinte forma para a cobertura: passe os muffins na manteiga e, em seguida, no açúcar.

ovos-mexidos– Fazer ovos mexidos!

Receita: Um ovo por pessoa; 1 colher de sobremesa de sal, 3 fatias de queijo picado, 3 fatias de presunto picado e 1 colher de sopa de óleo ou manteiga.

Coloque o óleo ou manteiga na frigideira, espere esquentar e adicione os ovos. Adicione o queijo e o presunto respectivamente e se estiver muito seco coloque 1 colher de sopa de leite. Adicione o sal e sirva os pratos.

Para saber mais sobre as dicas e receitas:

http://www.sonholilas.com.br/category/artesanato-com-jornal/

http://fromourhometoyours.blogspot.com/2006/11/cozinhando-com-crianas-scrambled-eggs.html

http://amigasarteiras.multiply.com/journal/item/3/Receita_caseira_de_massinha_para_modelar